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Samsung pode enfrentar uma greve histórica com 48.000 funcionários

Funcionários da Samsung de azul protestam com placas em frente ao prédio da empresa em dia ensolarado.

Samsung vive um momento de tensão sem precedentes. Depois do impasse nas tratativas, 48.000 funcionários poderiam cruzar os braços a partir de amanhã.

Atualização de 21 de maio

Atualização de 21 de maio: no fim, a paralisação foi evitada por pouco. Os sindicatos chegaram a um acordo provisório com a Samsung na última hora. Os trabalhadores acabaram conseguindo avanços nas bonificações, com a redistribuição de bônus na forma de ações, equivalentes a 12% do lucro da divisão envolvida.

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Os ânimos estavam exaltados. A Samsung poderia encarar a maior greve de sua história: cerca de 48.000 empregados - 38% da força de trabalho da marca na Coreia do Sul - tinham a possibilidade de interromper as atividades a partir de amanhã, 21 de maio, por um período de 18 dias. O grupo pedia reajuste salarial e melhorias nas bonificações.

Contexto da negociação e do impasse

Embora as conversas entre sindicatos e direção tenham resultado em um entendimento, isso não foi suficiente para cancelar a mobilização. O líder sindical Choi Seung-ho afirmou ter aceitado a proposta do mediador indicado pelo governo coreano. Ainda assim, a greve permaneceu de pé porque as partes não chegaram a um consenso em um ponto específico - e particularmente sensível: o modelo de bônus destinado aos funcionários.

Greve na Samsung, um assunto de Estado

O principal entrave está no teto dessas bonificações, hoje limitado a 50% do salário anual total. Esse tipo de limite não aparece em concorrentes diretos, como a SK Hynix, o que naturalmente alimenta a insatisfação. Além disso, os sindicatos querem que a Samsung destine 15% do seu lucro operacional para financiar esses bônus. Vale lembrar que a empresa acabou de superar a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Há dinheiro para os acionistas, portanto - mas, na visão dos trabalhadores, não na mesma proporção para quem sustenta o negócio no dia a dia.

Impacto na divisão de memória e nas fábricas

A paralisação poderia gerar efeitos relevantes no mercado - e também no bolso dos consumidores. O foco do movimento é a divisão responsável pela memória RAM na Samsung. Um setor que já enfrenta dificuldades poderia se aprofundar ainda mais na crise.

Três fábricas estariam no centro do cenário: Giheung, Hwaseong e Pyeongtaek, todas na grande região industrial nos arredores de Seul.

O tema chacoalha a Coreia do Sul, onde a Samsung é um símbolo nacional. O primeiro-ministro, Kim Min-seok, chegou a se pronunciar publicamente, pedindo que os dois lados encontrassem um ponto de equilíbrio. Não deu certo. Com a greve, estima-se que a Samsung poderia perder US$ 20 bilhões e levar meses para se recuperar - tudo isso por não elevar os bônus de quem contribui para a empresa seguir em excelente forma. Por que manter essa postura? Segundo a marca: “ceder às exigências excessivas do sindicato porterait atteinte aux principes fondamentaux de la gestion de l’entreprise”.

Assim, a greve parecia inevitável, embora novas rodadas de negociação pudessem ser retomadas rapidamente para conter uma situação no limite.

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