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Preços da habitação sobem 17,8% no primeiro trimestre, aponta o INE

Homem mostra gráfico de tablet para mulher preocupada em mesa com papéis e calculadora perto da janela.

Desaceleração do Índice de Preços da Habitação (IPHab)

Os preços da habitação registraram alta de 17,8% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior - uma taxa 1,1 ponto percentual menor do que a do trimestre anterior, marcando a primeira desaceleração em quase dois anos, informou nesta terça-feira o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta foi a primeira perda de ritmo do Índice de Preços da Habitação (IPHab) desde o segundo trimestre de 2024.

Entre janeiro e março de 2026, os preços subiram mais nas habitações existentes (19,7%) do que nas habitações novas (12,6%).

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o IPHab avançou 3,8% (após 4,0% no trimestre precedente), com aumento de 4,2% nos preços dos alojamentos existentes e de 2,7% nos alojamentos novos.

Já a taxa de variação média anual do IPHab ficou em 17,9% no primeiro trimestre de 2026, acima em 0,3 ponto percentual do que no trimestre anterior, alcançando um novo máximo na série disponível.

No mesmo intervalo, as habitações existentes tiveram taxa de variação de 19,5%, enquanto nas habitações novas a alta foi menor, de 13,7%.

Transações e valores negociados no primeiro trimestre

O INE indica que, entre janeiro e março deste ano, foram transacionadas 37.745 habitações - menos 8,7% do que no mesmo período do ano passado (após variação de -4,7% no trimestre anterior) e uma queda de 12,4% na comparação trimestral.

Com isso, este é o segundo trimestre seguido com taxa de variação homóloga negativa no número de transações (-4,7% no último trimestre de 2025).

Do total de vendas, 30.356 (80,4% do total) foram de habitações existentes, o que corresponde a uma taxa de variação homóloga de -8,0%. Já no segmento de habitações novas, a redução no número de transações foi de 11,6%, para 7.389 unidades.

No primeiro trimestre, o valor das habitações transacionadas chegou a 9 bilhões de euros, mais 3,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Em termos homólogos, o valor das transações de habitações existentes subiu 6,9%, para 7.500 milhões de euros, enquanto o das habitações novas recuou 6,8%, para 2400 milhões.

Frente ao trimestre anterior, o valor das transações de alojamentos caiu 7,9% entre janeiro e março (depois de aumento de 2,6% no quarto trimestre de 2025). Houve recuo nas duas categorias, mais intenso nos novos (-11,2%) do que nos existentes (-6,8%).

Compradores, famílias e recorte regional

No primeiro trimestre, as vendas de alojamentos para famílias diminuíram 8,7% em termos homólogos e 12,4% na comparação trimestral, totalizando 32.828 habitações e representando 87,0% do total das vendas.

Em valor, as vendas de alojamentos para famílias aumentaram 3,4% em termos homólogos e caíram 8,1% na comparação trimestral, para um total de 8600 milhões de euros, o equivalente a 86,4% do total.

Quanto às aquisições por compradores com domicílio fiscal em território nacional, houve queda de 8,4% frente ao primeiro trimestre de 2025, para 35.975 unidades (95,3% do total), somando 9100 milhões de euros (mais 3,4% em termos homólogos).

Já entre compradores com domicílio fiscal fora de Portugal, foram contabilizadas 1770 vendas, menos 15,6% em relação ao mesmo período do ano anterior (-20,9% no quarto trimestre de 2025).

Dentro das categorias de compradores com domicílio fiscal fora do território nacional, a categoria União Europeia foi a que teve a maior contração no número de transações, de -16,8%, acima da observada na categoria restantes países, que ficou em -14,4%.

Na análise por regiões, o INE apurou que, até março, todas registraram redução no número de transações em comparação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para Madeira, Açores e Algarve, com quedas de 25,6%, 11,4% e 10,7%, respectivamente.

Ainda assim, os valores das transações de alojamentos continuaram a crescer em algumas regiões do país. Com resultados acima da média nacional, destacaram-se as altas na Península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo, Alentejo e Norte, variando entre 4,6% e 16,6%.

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