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Navantia e Kongsberg Naval Services (KNS) firmam acordo-quadro de suporte às fragatas F-310 classe Fridtjof Nansen da Marinha da Noruega

Dois homens em uniformes apertando as mãos em um cais com navio militar ao fundo.

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Acordo-quadro de suporte para as fragatas F-310 da Marinha da Noruega

Em mais um movimento voltado à sustentação da frota de superfície norueguesa, a Navantia e a Kongsberg Naval Services (KNS) assinaram um acordo-quadro para prestar suporte às fragatas F-310 classe Fridtjof Nansen da Marinha da Noruega, reforçando uma parceria industrial que vem desde o projeto e a construção desses navios nos estaleiros espanhóis de Ferrol. Dentro do arranjo, a KNS atuará como contratante principal, enquanto a Navantia participa como projetista, integradora e fabricante original de equipamentos, oferecendo suporte de engenharia, conhecimento técnico da plataforma e capacidade de modernização.

O objetivo do instrumento é criar um marco contratual estável e de longo prazo para que a Navantia atue como parceira técnica e industrial da KNS em atividades de manutenção, modificações, suporte ao ciclo de vida e modernização das fragatas norueguesas. A presença da Norwegian Defence Material Agency (NDMA) durante a assinatura reforça o caráter estratégico do entendimento para Oslo, que precisa manter a disponibilidade de seus principais escoltas oceânicos em um cenário de aumento da atividade naval no Atlântico Norte, no Mar da Noruega e no flanco norte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Classe Fridtjof Nansen

Em termos técnicos, as fragatas F-310, também conhecidas como classe Fridtjof Nansen, foram concebidas como navios multipropósito com forte ênfase em guerra antissubmarino, defesa aérea e combate de superfície. Segundo a Navantia, o programa incorporou uma arquitetura de combate baseada no AEGIS, radar multifunção AN/SPY-1F, mísseis RIM-162 ESSM, mísseis antinavio Naval Strike Missile (NSM), desenho com redução de assinaturas radar, térmica e acústica, propulsão CODAG, velocidade de até 27 nós (cerca de 50 km/h) e autonomia aproximada de 4.500 milhas náuticas (aprox. 8.334 km).

O suporte não é um aspecto secundário: essas fragatas são o eixo central da capacidade de escolta da Noruega. Nessa linha, a série foi inicialmente formada por cinco navios - Fridtjof Nansen (F310), Roald Amundsen (F311), Otto Sverdrup (F312), Helge Ingstad (F313) e Thor Heyerdahl (F314) -, porém hoje a frota está reduzida após a perda da KNM Helge Ingstad, que afundou depois de colidir com o petroleiro Sola TS em novembro de 2018. O episódio resultou em uma disputa judicial entre a Noruega e a Navantia, encerrada em 2025 por meio de um acordo que incluiu descontos de até 47,5 milhões de euros em trabalhos de manutenção e atualização das fragatas F-310.

Continuidade após o litígio e foco em disponibilidade

Nesse contexto, o novo entendimento com a KNS também pode ser interpretado como um indicativo de continuidade após a solução daquele litígio. Conforme divulgado à época, a Navantia já vinha prestando serviços de manutenção às fragatas norueguesas desde 2013, e o acordo de 2025 permitiu encerrar procedimentos judiciais e manter a empresa espanhola como fornecedora relevante para a sustentação da classe.

Com o novo marco agora firmado, as fragatas F-310 continuarão a receber apoio técnico especializado para preservar a disponibilidade, incorporar melhorias e manter a relevância operacional nos próximos anos. Em uma região em que a vigilância marítima, a guerra antissubmarino e a proteção das rotas do Atlântico Norte voltaram a ganhar centralidade, a manutenção dessas plataformas segue sendo um ponto sensível para a Marinha da Noruega e para a arquitetura defensiva aliada no norte da Europa.

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