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Reino Unido: 12 F-35A não serão destinados a ataque nuclear com B61 na OTAN

Caça F-35 estacionado com piloto em traje militar ao lado em pista de aeroporto, com bomba e placa da OTAN no chão.

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O que mudou no plano britânico para os F-35A

Em uma informação que vai na contramão do que se entendia até aqui sobre a operação, o Reino Unido teria decidido que seus 12 futuros caças F-35A comprados dos Estados Unidos não serão empregados em missões de ataque nuclear - hipótese que era vista como a principal razão para a escolha dessa variante, justamente por sua certificação para levar bombas B61. A revelação foi feita pelo vice-marechal do ar e diretor de programas da Real Força Aérea (RAF), Jim Beck, durante a Global Air & Space Chiefs’ Conference (GASCC), em Londres.

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F-35A na RAF: foco na unidade de conversão operacional

Ao detalhar o tema, o vice-marechal do ar indicou que a compra dos F-35A busca assegurar que o Reino Unido disponha de aeronaves para a nova unidade de conversão operacional, que funcionará como base para que a RAF consiga, mais adiante, incorporar um volume maior de exemplares.

Vale lembrar que isso não significaria interromper a aquisição de novos F-35B - versão com decolagem curta e pouso vertical - atualmente operada tanto pela própria RAF quanto pela Marinha Real.

Partilha nuclear da OTAN e o papel das bombas B61-12

Nesse contexto, Beck afirmou que a RAF ainda precisa concluir uma etapa de análise abrangente sobre quantos caças F-35A seriam, afinal, adquiridos para formar uma frota capaz de se integrar ao programa de partilha nuclear da OTAN, cujo principal componente são as bombas B61-12 fornecidas pelos próprios Estados Unidos.

É relevante pontuar que a RAF não dispõe de armamento nuclear próprio desde 1998, quando as bombas do tipo WE177, empregáveis a partir de aeronaves Panavia Tornado, foram retiradas de serviço.

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O oficial foi direto ao tratar dessas questões ao declarar: “Não compramos esses F-35A como aeronaves de dupla capacidade (NdE: o que se refere ao seu papel como plataforma para missões de ataque nuclear), e sim para a nossa unidade de conversão operacional. Ao mesmo tempo, declaramos que retomaremos o papel de aeronave de dupla capacidade em apoio à OTAN; são duas coisas diferentes. Estamos realizando a análise para entender o tamanho e a composição da força de que precisaremos para fazer isso. A missão futura é muito específica: reintegrar a Real Força Aérea no âmbito da partilha do encargo nuclear da OTAN.

Disuasão, Rússia e a comparação com o modelo francês

Na mesma linha, o vice-marechal do ar defendeu que o Reino Unido precisa estar mais bem preparado para responder a um potencial ataque russo, acrescentando - como avaliação pessoal - que as forças de Moscou não hesitariam em empregar armamento nuclear caso julgassem necessário em um conflito. Como já foi mencionado anteriormente, Londres hoje conta apenas com armamento nuclear baseado nos mísseis Trident II D5, lançáveis a partir da frota de submarinos da classe Vanguard, operada pela Marinha Real - força que, pelas diretrizes atuais, deve manter ao menos um desses submarinos desdobrado todos os dias do ano para assegurar a dissuasão.

Se, no fim, o país conseguir levar adiante seus planos, o Reino Unido passaria a adotar um modelo de dissuasão semelhante ao que a França mantém, no qual os mísseis lançados por submarinos são complementados pelo armamento nuclear que pode ser transportado por caças Rafale. Inclusive, no mesmo evento citado no início, o tenente-general Stéphane Virem, do Exército do Ar e do Espaço francês, afirmou que seu país realiza uma série significativa de até 70 exercícios por ano para sustentar um alto nível de prontidão de suas forças estratégicas, incluindo tanto aeronaves quanto meios navais.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos


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