Dacia como rival da Jeep?
Nos últimos tempos, a Dacia tem trabalhado para ser vista como mais do que “a marca do bom preço”. A ideia é reforçar, de forma consistente, um perfil aventureiro - com foco no off-road e no estilo de vida ao ar livre.
O pacote de equipamentos Extreme, que fomos conhecer recentemente na Áustria, mostra bem essa direção, tal como a confirmação da entrada no Dakar, com Sébastien Loeb ao volante.
Já todos tínhamos percebido estes “ventos de mudança” dentro da marca romena, mas a tendência vai intensificar-se: a aposta será ainda mais forte nos próximos anos.
Assim, vamos ver a Dacia a reposicionar-se de forma clara como uma marca orientada para o off road e para o lifestyle, afastando-se cada vez mais da ideia de ser apenas uma opção acessível.
Foi exatamente isso que Luca de Meo, diretor executivo do Grupo Renault, fez questão de sublinhar logo após a sua chegada, ao afirmar que a Dacia tem de ter “uma aspiração além da acessibilidade”.
Laurens van den Acker, diretor de design do Grupo Renault, confirmou a mesma visão em declarações à britânica Autocar, antes de revelar: “Foi aí que nasceu o tema do outdoor (fora de portas)”.
Novo Duster já com esta filosofia
O primeiro modelo a chegar ao mercado já alinhado com esta nova filosofia será o novo Duster, cuja produção vai arrancar no próximo ano, embora possamos conhecê-lo ainda em 2023.
Apesar de ainda haver poucos detalhes, sabe-se que o SUV da Dacia deverá apresentar-se com uma imagem bem mais robusta do que aquela a que estávamos habituados.
Depois do novo Duster, será a vez de conhecermos o Bigster, um SUV de sete lugares, que marca a entrada da Dacia no segmento C.
O Bigster chegou a estar apontado para este ano, mas afinal só vai ser lançado em 2025. O Diogo Teixeira já foi conhecer o protótipo que antecipa o maior Dacia de sempre:
O que esperar do Bigster?
Ainda assim, apesar de o tamanho colocar o Bigster no topo da gama da Dacia, ele não terá uma abordagem mais premium - se é que faz sentido aplicar esse adjetivo à marca romena:
É verdade que (o Bigster) será maior, mas não é verdade que será premium. Laurens van den Acker, diretor de design do Grupo Renault
“A realidade é que, quando começas a fazer carros maiores, vais encontrar outros concorrentes. Por isso, não podemos simplesmente replicar a receita do Sandero no segmento C: isso não iria funcionar”, acrescentou van den Acker, citado pela Autocar.
“Por isso, temos de ser muito claros sobre o que enfrentamos em termos de concorrência, porque não estamos a jogar o mesmo jogo. A Dacia vai fazer o que for certo para ser credível no segmento C sem perder a sua vantagem competitiva, que é o preço baixo”, explicou.
Fonte: Autocar
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