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Exército Brasileiro oficializa M109A5 de 155 mm no 22.º GAC AP (Grupo Uruguaiana)

Soldado fardado inspeciona tanque de guerra verde em área externa com outros tanques ao fundo.
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O Exército Brasileiro deu mais um passo na atualização da sua artilharia autopropulsada ao oficializar a entrada em serviço de novos obuseiros M109A5 de 155 mm, que passam a substituir os M109A3 ainda utilizados. A entrega foi realizada no 22.º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (22.º GAC AP), o Grupo Uruguaiana, reforçando as capacidades de apoio de fogo da Força Terrestre.

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Incorporação dos M109A5 no 22.º GAC AP (Grupo Uruguaiana)

O 22.º GAC AP recebeu sete obuseiros autopropulsados sobre lagartas M109A5. A destinação foi formalizada em cerimónia militar, após a conclusão do processo de revitalização conduzido pelo Parque Regional de Manutenção da 5.ª Região Militar. Apesar de os sistemas já constarem no inventário do Exército Brasileiro, a alocação ao Grupo Uruguaiana - para substituir os M109A3 antes operados pela unidade - só agora foi oficializada.

A mudança para a variante M109A5 amplia a mobilidade, o nível de proteção e o alcance do sistema de armas. Essa iniciativa está alinhada ao Subprograma Estratégico Sistema de Artilharia de Campanha, voltado à renovação, modernização e padronização dos meios de apoio de fogo do Exército Brasileiro.

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Programa EDA e revitalização dos M109A5

A chegada desses obuseiros ao 22.º GAC AP integra o programa de revitalização dos M109A5 obtidos junto aos Estados Unidos por meio do Excess Defense Articles (EDA). O projeto foi concluído em julho de 2025, com a entrega das últimas dez plataformas modernizadas: sete seguiram para o Grupo Uruguaiana, duas para o 15.º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado e uma para o 5.º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado. A solenidade em Uruguaiana oficializou a incorporação dos meios e encerrou um ciclo de recuperação e modernização iniciado em 2019.

Os M109A5 fazem parte de um conjunto de 96 veículos recebidos dos Estados Unidos, composto por 56 obuseiros autopropulsados M109A5 e 40 veículos blindados de transporte de munição M992. Ao longo do programa, cada obuseiro foi submetido a um processo abrangente de revitalização, com manutenção pesada, recuperação de componentes, calibração de sistemas e provas técnicas de tiro. Uma parcela das atividades também ficou a cargo do Parque Regional de Manutenção da 3.ª Região Militar, que conduziu a recuperação dos primeiros lotes entregues ao próprio 22.º GAC AP em 2022.

Padrão M109A5+BR: canhão M284, Gênesis e pacote BAE Systems

Dentro do esforço de modernização da Artilharia de Campanha, o Exército Brasileiro também evoluiu parte dos obuseiros para o padrão M109A5+BR, uma configuração pensada para cenários de alta intensidade. Entre as principais alterações está a adoção do canhão M284 de 155 mm, que aumenta o alcance efetivo do sistema de armas, além de ajustes nos sistemas de controlo de tiro para melhorar o processamento e a execução de missões de combate.

O M109A5+BR inclui ainda o Sistema de Georreferenciamento Gênesis, criado para aperfeiçoar o posicionamento do obuseiro, elevar a precisão dos disparos e ampliar a interoperabilidade entre unidades de artilharia durante operações terrestres. Soma-se a isso um pacote de modernização fornecido pela BAE Systems, com sistema de navegação inercial, receptor GPS, computador de tiro, trava do canhão, medidor de velocidade inicial do projétil e novos sistemas eletrónicos de pontaria.

Com esse conjunto de melhorias, o Exército Brasileiro consolidou uma frota mais padronizada de artilharia autopropulsada, com capacidades próximas às do M109A6 Paladin, ampliando de forma relevante o poder de apoio de fogo em operações convencionais de alta intensidade.

Fotografias: Exército Brasileiro.

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