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Volkswagen Polo: avaliação da reestilização de meia-vida

Carro vermelho Volkswagen Polo dirigido em estrada rural com casas ao fundo e gramado verde.

O que é este Volkswagen Polo?

Prepare o cinto: o Volkswagen Polo passou por aquela reestilização de meio de ciclo. E é justamente o “novo” Volkswagen Polo que vamos colocar sob a lupa.

Mudanças no visual: quase impercetíveis

Dá para chamar de cirurgia leve. A Volkswagen afirma que há para-choques novos na frente e atrás e, na linha do inevitável “facelift”, a opção de faróis de LED. Só que, na prática, identificar o que mudou exige um olho treinado - ou tempo de sobra.

Motor 1.0 de três cilindros: o que mudou no desempenho

A principal novidade está debaixo do capô: o antigo 1,2 litro a gasolina (antes o campeão de vendas) sai de cena e entra o 1,0 litro de três cilindros do Up.

Há duas calibrações: 59 bhp ou 74 bhp, e ambas entregam 71 lb ft de binário. Com estes números, não espere arrancadas agressivas: o 0 a 100 km/h (0 a 62 milhas por hora) demora 15,5 s na versão de 59 bhp e 14,3 s na de 74 bhp.

E sim, esses tempos deixam claro que o foco do carro não é a performance. O ponto forte do Polo é a condução suave na cidade - e o 1,0 litro combina muito bem com esse uso, pelo menos na versão de 74 bhp.

Mesmo assim, ele consegue manter velocidades de autoestrada (desde que você tenha paciência para chegar lá) e impressiona pelo nível de refinamento. Sinceramente, é silencioso como um BMW Série 3. Uma viagem longa será lenta, mas não chega a ser sofrida.

No trânsito urbano, há binário suficiente disponível e o conforto de rodagem agrada. Além disso, consumo e emissões de CO₂ melhoraram bastante em relação ao antigo 1,2: oficialmente, o Polo passa a fazer 59.8 mpg e emitir 108 g/km, ou 60.1 mpg e 106 g/km na versão menos potente.

Ainda assim, a animação tem limite. O 1,0 litro mais forte dá conta do recado por pouco, mas o 59 bhp trabalha mais do que devia. No Up ele encaixa melhor; no Polo, o peso é 100 kg superior. Subidas viram um desafio, e pode esquecer ultrapassagens em estradas secundárias.

A nossa escolha seria o Polo de 74 bhp, sobretudo porque custa apenas £525 a mais. Continua longe de ser rápido, mas parece claramente mais esperto do que o básico.

Multimédia: ecrã tátil e MirrorLink

Também há novidade na central multimédia: surge uma nova tela sensível ao toque disponível, de série, em todas as versões exceto a de entrada, e que agora pode ligar a vários telemóveis Android.

Por enquanto, a Apple não está a colaborar com a Volkswagen, então, se você usa iPhone, pode passar para o próximo tópico.

Para os restantes, por £150 entra em cena o MirrorLink. A proposta é ligar o telemóvel ao carro por USB e espelhar o ecrã do telefone no painel, dando acesso às aplicações.

O telemóvel continua a ser o “cérebro” do sistema, mas o carro deteta quando está em movimento e, por isso, só permite ver aplicações aprovadas enquanto se conduz. Ou seja: nada de ver vídeos do YouTube de um leopardo a comer um crocodilo ao volante.

Funciona de forma aceitável, mas não seria algo que nos faria escolher um Polo sozinho. Dá a sensação de ser um sistema para quem gosta de adotar tecnologia cedo.

Polo GTI: o que esperar

É provável que a sua curiosidade esteja mais no Polo GTI - e aqui há boas notícias: ele também recebe uma reestilização no fim do ano, incluindo uma caixa manual de verdade. Viva! A potência também sobe para 190 bhp. Viva de novo! A parte menos boa é que ainda não o conduzimos.

Vale a pena esperar?

Não descarte este novo Polo. Ele não acelera o pulso, mas se o que você procura é qualidade de construção e refinamento, ele está ao nível de qualquer hatch compacto do segmento.

6/10

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