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Crise dos chips da Nexperia afeta Nissan e Mercedes-Benz

Carro esportivo prata em exposição, com placa "CHIP CRISIS" e grandes chips eletrônicos ao fundo.

Cada vez mais montadoras dizem sentir na prática os efeitos da crise de chips, desencadeada após a nacionalização da Nexperia - empresa neerlandesa que antes estava sob controle do grupo chinês Wingtech.

Declarações de Nissan e Mercedes-Benz

“Não é um problema pequeno, é um problema grande”, reconheceu Guillaume Cartier, diretor de desempenho da Nissan, durante o Salão de Tóquio (Japan Mobility Show 2025). Apesar de a fabricante estar “bem abastecida até à primeira semana de novembro”, Cartier ressalta que, por causa da complexidade da cadeia de suprimentos, é difícil mensurar o tamanho real do impacto.

Ola Källenius, CEO da Mercedes-Benz e presidente da ACEA, também se pronunciou sobre o cenário. Ele afirmou que a marca já negocia com outros fornecedores para substituir os chips da Nexperia. “Temos dois fornecedores para muitos outros componentes, mas este caso é completamente diferente. O problema é político, principalmente entre os EUA e a China, com a Europa no meio. A solução, portanto, será política”, acrescentou.

O que está a acontecer?

O episódio atual começou quando a China passou a impor restrições às exportações da Nexperia. Hoje, cerca de 60% da produção da empresa é destinada ao setor automotivo.

Essas restrições vieram depois de o governo dos Países Baixos decidir nacionalizar a Nexperia - uma medida adotada sob pressão dos EUA - com a intenção de reduzir a influência da Wingtech.

Por que a falta de um chip pode paralisar uma fábrica

Os chips fabricados pela Nexperia são usados em funções consideradas básicas, como iluminação, sistema de direção e em até 700 outros componentes críticos. Quando falta um único chip, o resultado pode ser a interrupção completa de uma linha de montagem.

Outros construtores afetados pela crise dos chips da Nexperia

Além de Nissan e Mercedes-Benz, outras marcas também estão sob pressão. A Honda, por exemplo, já precisou reduzir ou interromper a produção em várias de suas fábricas na América do Norte, segundo a Reuters.

A Volkswagen, embora diga ter suas unidades garantidas até o fim do mês, também alerta que pode haver interrupções no curto prazo.

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