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Marinha Real Saudita celebra o lançamento da fragata MMSC-1 HMS Saud (820)

Dois homens em trajes tradicionais em frente a um grande navio militar atracado no porto.

Lançamento da HMS Saud (820) e cerimónia de bênção

Em 20 de dezembro, a Marinha Real Saudita comemorou o lançamento de sua primeira fragata Multi-Mission Surface Combatant (MMSC-1), construída nos Estados Unidos pela Fincantieri Marinette Marine, que receberá o nome HMS Saud (820). Segundo fontes oficiais, poucos dias antes desse marco ocorreu uma cerimónia de bênção do navio, com a presença de altas autoridades navais dos dois países - incluindo o Chefe do Estado-Maior Naval, Tenente-General Mohammed Al-Ghuraibi.

Transferência ao dique e o uso do sistema Syncrolift

Vale lembrar que, em outubro, observadores locais já haviam visto a embarcação durante a transferência do local de construção para o dique onde foi lançada recentemente. O procedimento utilizou o novo sistema Syncrolift incorporado ao estaleiro como parte de um processo de modernização.

Na prática, o navio saudita foi o primeiro a ser colocado na água por esse método, aproveitando uma capacidade que originalmente teria sido destinada às fragatas da classe Constellation, depois canceladas pela Marinha dos Estados Unidos.

Projeto Tuwaiq e a aquisição das fragatas MMSC

Ao olhar para o Projeto Tuwaiq, pelo qual a Arábia Saudita pretende obter quatro navios da classe MMSC, é importante destacar que a compra foi assinada em 2017, no âmbito do programa Foreign Military Sales (FMS). No discurso durante a cerimónia de bênção, o Tenente-General Al-Ghuraibi descreveu o projeto como um passo estratégico para que a marinha do país consolide uma “força naval moderna e profissional baseada nas mais recentes tecnologias militares, juntamente com programas avançados de treino e qualificação do seu pessoal”, capacidade essencial para garantir a vigilância de rotas marítimas vitais para o comércio saudita.

De forma específica, as embarcações que a Marinha Real Saudita espera incorporar derivam do desenho da classe Freedom da Marinha dos Estados Unidos, tendo a Lockheed Martin como principal contratante do programa, a Gibbs & Cox como responsável pelo projeto, e a Fincantieri Marinette Marine encarregada da construção. Cada navio mede 118 metros de comprimento e mantém o mesmo sistema de propulsão do desenho de referência, baseado numa combinação de turbina a gás e motores diesel - embora se diferencie por abandonar o conceito de modularidade que caracteriza a classe original.

Sistema de combate, armamentos e sensores

Nesse contexto, as unidades MMSC sauditas contam com um sistema de combate completo de múltiplas missões, cujo principal destaque é o lançador vertical Mk.41 de oito células, instalado logo à frente da superestrutura, a partir do qual podem ser lançados mísseis MBDA Sea Ceptor. O desenho também incorpora duas estações de armas remotas Nexter Narwhal de 20 mm, além de lançadores quádruplos para mísseis antinavio Harpoon.

No que diz respeito a sensores e contramedidas, também existem diferenças em relação à classe Freedom, com ênfase para a integração do radar de controle de tiro Ceros 200, da Saab, e do sistema Rigel, da Indra.

Atrasos e dificuldades de execução

Por fim, apesar de Riad ter celebrado o lançamento do novo navio, o Projeto Tuwaiq não escapou de atrasos e obstáculos na execução, servindo como mais um exemplo dos desafios enfrentados pela indústria naval dos Estados Unidos para cumprir seus programas. Em particular, cabe notar que, pelo cronograma original, a entrega das embarcações ao escritório responsável por gerir programas desse tipo para clientes estrangeiros (especificamente o PMS 525, dentro da NAVSEA) deveria estar concluída até este momento - algo que não foi possível devido à falta de pessoal e a dificuldades para implementar as alterações de projeto solicitadas.

Créditos da imagem: @modgovksa no X

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