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APPFQ contesta ministro da Educação sobre atraso na classificação dos exames nacionais de Física e Química A

Mulher estudando com caderno, laptop e celular em mesa de sala de aula com quadro periódico ao fundo.

APPFQ rejeita relação entre atraso e falta de classificadores

A Direção da Associação Portuguesa de Professores de Física e Química (APPFQ) contestou, nesta quinta-feira, as declarações do ministro da Educação, que atribuiu o atraso na correção dos exames nacionais à inexistência de professores classificadores.

À chegada ao Centro de Congressos de Lisboa, na manhã desta quinta-feira, Fernando Alexandre afirmou: “Não estamos a conseguir fechar as provas porque não há professores classificadores disponíveis” para a classificação dos exames.

Situação do exame de Física e Química A

O ministro acrescentou que, no caso de Física e Química A, 99,9% das respostas já estavam classificadas, restando 373 respostas por corrigir.

Ainda assim, a APPFQ assegura que "tal não se deve à inexistência de professores disponíveis para realizar essa tarefa".

Contatos do Júri Nacional de Exames e provas ainda não liberadas

Em comunicado a que o Expresso teve acesso, a direção da associação diz ter conhecimento de vários professores classificadores que o Júri Nacional de Exames contactou durante a tarde de terça-feira para pedir a colaboração na classificação de mais itens da prova de Física e Química A - um pedido que, segundo a APPFQ, os docentes “aceitaram de imediato e sem reservas”.

No entanto, de acordo com a associação, até as 17h desta quinta-feira, dia 16 de julho, “as provas ainda não tinham sido disponibilizadas a esses classificadores”.

Disponibilidade dos professores e consulta da plataforma

A APPFQ acrescenta que, antes mesmo desse contato do Júri Nacional de Exames, muitos professores já haviam procurado o organismo, “voluntária e proativamente”, para demonstrar disponibilidade para corrigir mais itens, “uma vez que já tinham concluído a classificação daqueles que inicialmente lhes haviam sido atribuídos”.

O comunicado termina com a garantia de que esses professores mantêm “total disponibilidade para colaborar, de imediato e sem reservas, na conclusão do processo de classificação” e permanecem “atentos”, consultando a plataforma “com regularidade” e aguardando que lhes sejam atribuídos novos itens para classificação.

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