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China exigirá novas licenças de exportação para veículos elétricos a partir de 1º de janeiro de 2026

Carro elétrico esportivo vermelho em ambiente moderno e iluminado, com design aerodinâmico e rodas grandes.

A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as montadoras que pretendem exportar veículos elétricos a partir da China terão de obter novas autorizações.

Por que a China vai exigir licenças de exportação para veículos elétricos

Segundo o Ministério do Comércio da China, a iniciativa busca assegurar o “desenvolvimento sustentável” do segmento de elétricos, evitando que a produção fique excessivamente voltada às exportações e acabe prejudicando o mercado doméstico.

Com a mudança, a regulamentação dos elétricos passa a seguir o mesmo padrão aplicado a outras categorias de automóveis e às motocicletas, que já dependem de licenças de exportação.

Pressão no mercado interno e maior controle de Pequim

Nos últimos meses, a indústria automotiva chinesa foi atingida por uma forte guerra de preços, que deixou algumas montadoras perto da falência. Em resposta, Pequim apertou a supervisão do setor, conteve descontos considerados agressivos e determinou que os fabricantes acelerassem os pagamentos a fornecedores.

A nova regra também deve dar à China mais capacidade de administrar o ritmo de saída de elétricos para o exterior, sobretudo em mercados estratégicos como a Europa, onde já há tensões geopolíticas.

Europa, tarifas da UE e o volume de exportações

Há cerca de um ano, a União Europeia (UE) definiu tarifas de 35,3% (além dos 10% já existentes) para veículos elétricos importados da China, medida que atingiu tanto fabricantes chineses quanto europeus.

Mesmo assim, a Europa segue como o principal destino das exportações de elétricos chineses. Nos primeiros sete meses deste ano, as montadoras chinesas já haviam exportado mais de 17 bilhões de euros em veículos elétricos - um montante muito semelhante ao do ano anterior, conforme informou a Bloomberg.

E as montadoras europeias?

A exigência também deve impactar fabricantes ocidentais (em especial europeus e norte-americanos) que produzem dentro da China.

Tesla, Grupo Volkswagen e BMW, entre outras, utilizam plantas chinesas para fabricar elétricos voltados à exportação, tirando proveito de custos de mão de obra mais baixos e da proximidade com a cadeia de suprimentos. Entre os modelos produzidos localmente estão o Tesla Model 3 e Model Y, o CUPRA Tavascan e os MINI Cooper e Aceman.

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