Pular para o conteúdo

Pete Hegseth anuncia a operação Southern Spear e reforço dos EUA no Caribe com o USS Gerald R. Ford

Caça F-35 e drone sobre porta-aviões no mar com tripulação coordenando operações de decolagem.

Adicione-nos aos favoritos no Google.

Por que fazer isso? Assim, você recebe as últimas atualizações da Zona Militar diretamente no seu feed do Google.

Anúncio da operação Southern Spear

Ao fim do dia de ontem, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, comunicou o início da Southern Spear, uma operação militar voltada contra organizações narcoterroristas consideradas uma ameaça para Washington. O anúncio ocorre em um momento de aumento do envio de meios e efetivos norte-americanos para o Caribe, com destaque para a chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford.

Segundo a publicação de Hegseth no X, o Secretário de Guerra declarou que a Southern Spear será “...liderada pela Força de Tarefa Conjunta Southern Spear e pelo Comando Sul. Esta missão defende nossa pátria, expulsa os narcoterroristas de nosso hemisfério e protege nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo. O hemisfério ocidental é a vizinhança dos Estados Unidos, e nós o protegeremos...”.

Pressão sobre a Venezuela e opções militares

Veículos de imprensa dos EUA também noticiaram que o Presidente Donald Trump recebe diariamente relatórios e avaliações sobre possíveis cursos de ação militar que poderiam ser executados contra a Venezuela. Até o momento, a Casa Branca não formalizou uma posição, já que, em diferentes setores, existe o receio de que uma ofensiva contra Maduro não entregue os resultados esperados.

Reforço militar dos EUA no Caribe

Mesmo sem uma decisão anunciada em Washington, o envio de meios e pessoal das Forças Armadas dos EUA não parou no Caribe e em áreas próximas.

Grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford

A atualização mais recente nesse movimento foi a chegada ao teatro de responsabilidade do Comando Sul do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford, uma formação que não apenas acrescenta navios de superfície, como também incorpora uma capacidade expressiva por meio de sua Ala Aérea Embarcada.

F-35B, MQ-9 e unidade expedicionária dos Marines

A presença norte-americana ainda abrange caças de quinta geração F-35B Lightning II do Corpo de Marines, além de drones de ataque MQ-9, aeronaves posicionadas em Porto Rico. Os Marines também disponibilizaram uma Unidade Expedicionária, embarcada em navios anfíbios LHD e LPD, com seus respectivos efetivos e meios aéreos e terrestres.

Também foi registrada a atuação de diferentes navios, embarcações e aeronaves associados a unidades de operações especiais das Forças Armadas dos EUA, com destaque recente para o emprego de lanchas de combate e de assalto usadas por equipes SEAL da Marinha dos EUA em missões encobertas em áreas litorâneas.

Somam-se ao reforço regional os meios que as Forças Armadas dos EUA podem projetar a partir do continente, como os bombardeiros B-52H Stratofortress e B-1B Lancer. Nas últimas semanas, a Força Aérea dos EUA realizou uma série de voos de alto perfil ou de demonstração, ocasiões em que essas aeronaves estratégicas sobrevoaram águas do litoral venezuelano, operando a menos de 100 quilômetros da costa.

A intensificação da pressão sobre a Venezuela também trouxe atritos pontuais entre Washington e aliados. O Reino Unido e a França expressaram preocupações quanto a uma eventual escalada e quanto à legalidade de possíveis ações militares. Relatos recentes indicaram que, diante desse cenário, alguns canais de intercâmbio de informações teriam sido colocados em pausa, reduzindo a consciência situacional dos EUA na região.

Imagem de capa ilustrativa. Créditos: USMC – Sgt. Tanner Bernat

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário