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Desde 2 de novembro, com a presença do porta-aviões INS Vikrant (IAC-1), as Forças Armadas da Índia vêm realizando o exercício conjunto Trishul, que se consolidou como um dos mais relevantes do calendário anual. Considerando o cenário regional, Exército, Marinha e Força Aérea colocaram à prova tanto as suas capacidades quanto o trabalho integrado em diferentes domínios e em distintas áreas do país.
Alcance do exercício conjunto Trishul no território indiano
Do deserto de Thar à região de Kutch e ao mar da Arábia, há duas semanas as Forças Armadas indianas deram início ao Trishul com o propósito de verificar capacidades e reforçar a prontidão diante de múltiplos cenários, cobrindo desde guerra eletrônica até operações antidrones. Entre as metas centrais também estiveram: elevar a interoperabilidade de plataformas e infraestrutura, fortalecer a integração das redes entre os serviços e incentivar a interoperabilidade em ações de múltiplos domínios.
Liderança da Marinha e emprego de meios navais, aéreos e anfíbios
Cabe destacar que as atividades ocorreram sob a condução da Marinha da Índia. A partir dessa orientação, o exercício se estendeu pela costa de Gujarat e pelo norte do mar da Arábia, regiões onde foi empregado um componente expressivo, combinando meios navais e aéreos.
De forma detalhada, navios de guerra, aeronaves de combate e vetores de apoio da Força Aérea participaram de diferentes fases. Em paralelo, elementos anfíbios do Exército e da Marinha conduziram operações de assalto anfíbio, com destaque para o emprego do navio de desembarque INS Jalashwa e das embarcações de desembarque utilitárias (LCU).
Encerramento a bordo do INS Vikrant (IAC-1)
No contexto do encerramento do exercício, previsto para hoje, os comandantes das três forças embarcaram no porta-aviões INS Vikrant para acompanhar uma demonstração operacional das atividades de operações aéreas e de reabastecimento realizadas no navio-capitânia como parte da rotina diária.
INS Vikrant: construção, sistema STOBAR e capacidades do grupo aéreo
O INS Vikrant é o primeiro porta-aviões construído integralmente na Índia, um projeto considerado estratégico não apenas pelo salto tecnológico proporcionado à indústria local, mas também pelas capacidades incorporadas à Marinha. Comissionado em 2022, teve sua construção iniciada em 2009 pelo estaleiro Cochin Shipyard Limited e foi lançado ao mar em 2013.
O desenho do navio adota o sistema STOBAR (decolagem por rampa tipo ski-jump e recuperação por cabos), o mesmo empregado no INS Vikramaditya e em porta-aviões da China e da Rússia.
Além disso, a embarcação pode operar até 30 aeronaves, incluindo caças MiG-29K/KUB, helicópteros MH-60R Seahawk e ALH Dhruv, além do Kamov Ka-31 para alerta antecipado. Esse conjunto forma um grupo aéreo capaz de executar missões de defesa aérea, guerra antissubmarino e apoio a operações anfíbias.
Entre as novidades mais recentes relacionadas ao seu Grupo Aéreo Embarcado estiveram as decolagens e os pousos de caças HAL Tejas, sinalizando as possibilidades de ampliação das capacidades da Marinha da Índia.
Por fim, vale lembrar que, com foco no fortalecimento da indústria de defesa local, veículos de imprensa indianos apontaram em 2024 que o país avalia a possibilidade de avançar com a construção de um segundo porta-aviões da classe Vikrant para a Marinha.
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