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Novo Lexus NX: detalhes do SUV híbrido 350h e 450h+

Carro branco Lexus NX 450h+ elétrico híbrido plug-in em showroom moderno.

O Lexus NX virou um verdadeiro caso de sucesso. Desde que estreou em 2014, ele já passou de 1 milhão de unidades vendidas no mundo e acabou se tornando o modelo mais comercializado da marca japonesa na Europa.

Agora é a vez de a segunda geração assumir o protagonismo - e ela chega com mudanças relevantes: começa por uma nova plataforma e inclui, pela primeira vez, uma motorização híbrida plug-in. Soma-se a isso um pacote tecnológico mais forte, com destaque para o novo sistema de infoentretenimento, que passa a contar com uma grande tela de 14″ (de série em todos os NX em Portugal).

A seguir, veja com mais detalhes como é o novo Lexus NX por fora e por dentro, acompanhado pelo Diogo Teixeira, que também compartilha as primeiras impressões ao volante:

Lexus NX 450h+, o primeiro híbrido plug-in da marca

Na segunda geração, o Lexus NX passa a usar a base GA-K, a mesma plataforma presente, por exemplo, no Toyota RAV4. Em comparação com o NX anterior, o novo modelo ficou um pouco mais comprido, mais largo e mais alto (cerca de 20 mm em cada uma dessas dimensões) e também ganhou entre-eixos: mais 30 mm, chegando a 2,69 m no total.

Com isso, ele continua oferecendo um dos habitáculos mais espaçosos da categoria (onde enfrenta rivais como BMW X3 e Volvo XC60) e segue também entre os melhores no quesito capacidade do porta-malas, com 545 l, que podem chegar a 1410 l quando os bancos são rebatidos.

Assim como acontecia antes, no mercado português só haverá versões híbridas. A gama começa com o 350h, que combina um motor 2,5 l de quatro cilindros em linha, aspirado e operando no mais eficiente ciclo Atkinson, com um motor elétrico. O resultado é uma potência máxima combinada de 179 kW (242 cv), um avanço significativo de 34 kW (45 cv) frente ao antecessor.

Mesmo com o ganho de potência e de desempenho - 0 a 100 km/h em 7,7s, 15% mais rápido -, o SUV híbrido japonês promete consumos e emissões de CO2 10% menores.

O grande destaque desta geração, porém, é a versão híbrida plug-in, a primeira da história da Lexus e justamente a que o Diogo pôde dirigir durante a apresentação internacional. Diferentemente do 350h, o 450h+ aceita carregamento externo e entrega mais de 60 km de autonomia em modo elétrico (que pode chegar perto de 100 km no uso urbano), graças à bateria de 18,1 kWh.

A receita também une o motor a combustão de 2,5 l a um motor elétrico, mas aqui a potência máxima combinada sobe para 227 kW (309 cv). Mesmo chegando perto de 2 t, o desempenho é forte: ele faz 0-100 km/h em 6,3s e atinge 200 km/h (limitados eletronicamente).

Mais tecnologia

Por dentro, o NX mantém a boa reputação de montagem caprichada e materiais bem escolhidos, mas muda claramente o rumo do design em relação ao antecessor. Chamam atenção a orientação do painel voltada ao motorista e a integração das telas, agora maiores e mais presentes no conjunto. A central multimídia, ao centro, passa a ter 14″.

O infoentretenimento, aliás, é uma das novidades mais importantes - e mais bem-vindas - deste novo Lexus NX. Segundo a Lexus, o sistema ficou consideravelmente mais ágil (3,6 vezes mais rápido) e adota uma interface redesenhada, mais simples de operar.

Com mais comandos migrando para a multimídia, a quantidade de botões foi reduzida, embora ainda existam teclas dedicadas para funções de uso frequente, como o controle do ar-condicionado.

O quadro de instrumentos também passa a ser 100% digital e pode ser complementado por um head-up display de 10″. Android Auto e Apple CarPlay estão presentes - agora sem fio -, assim como uma nova base de carregamento por indução, 50% mais potente.

Em segurança ativa, o novo NX também estreia o Lexus Safety System +, o novo conjunto de assistências de condução da marca.

Quando chega?

O novo Lexus NX só desembarca em Portugal no começo do próximo ano, mas a marca já divulgou os preços das duas motorizações:

  • NX 350h - 69 000 euros;
  • NX 450h+ - 68 500 euros.

O fato de a versão híbrida plug-in (mais potente e mais rápida) custar menos do que a híbrida convencional está ligado à fiscalidade local, que penaliza menos os híbridos plug-in.

Ainda assim, como acontece com a maioria dos híbridos plug-in, o NX 450h+ tende a fazer mais sentido para empresas do que para o comprador particular - e, naturalmente, fica tanto mais lógico quanto mais frequentemente for recarregado, para aproveitar de verdade o modo elétrico.


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