Com quase cinco anos de mercado, os BMW X5 e X6 estavam prestes a entrar naquela fase em que as marcas costumam “dar uma afinada” no produto. E foi exatamente isso que a BMW fez: aplicou um restyling para manter a dupla atual, reforçando sobretudo os argumentos de tecnologia e de mecânica.
As mudanças mais fáceis de notar estão na dianteira, onde ambos passam a ter nova grade, faróis e para-choques redesenhados. Ainda por fora, os pacotes xLine e M Sport passam a ser oferecidos de série nos X5 e X6, respetivamente.
Se por fora as diferenças ficam no campo da evolução, por dentro a transformação é bem mais evidente e afasta-se do que conhecíamos até agora, adotando uma linguagem próxima da do BMW X7 atualizado.
O maior destaque é o BMW Curved Display com dois ecrãs - o da instrumentação com 12,3″ e o central com 14,9” - que passa a integrar a oitava geração do sistema operativo BMW iDrive.
Além desse salto tecnológico, vale destacar o fim do comando da caixa de velocidades (substituído por um botão), os novos comandos sensíveis ao toque e a faixa luminosa no tabliê, semelhante à que vemos nos BMW Série 7 e X7.
E os motores?
A gama dos BMW X5 e X6 continua a contar com um conjunto de motorizações a gasolina, Diesel e híbridas plug-in, mas todas elas foram revistas.
Começando pelas motorizações a gasolina e Diesel, a principal novidade é que passam a estar associadas a um sistema mild-hybrid de 48 V.
No caso dos X5 xDrive40i e X6 xDrive40i, destaque para o aumento de potência e binário do seis cilindros em linha a gasolina de 3,0 l: passou a entregar 380 cv e 520 Nm, em vez dos anteriores 340 cv e 450 Nm.
Acima deste, e ainda a gasolina, encontramos o conhecido V8 biturbo de 4,4 l. Responsável por «animar» a versão M60i xDrive dos BMW X5 e X6 - que substitui os anteriores M50i xDrive -, este motor mantém os mesmos 530 cv e 750 Nm de binário de antes.
Quanto à oferta Diesel, ela fica resumida ao propulsor de seis cilindros em linha, também com 3,0 l, dos xDrive30d. A BMW diz igualmente ter revisto este motor, mas no fim a potência e o binário permanecem iguais: 286 cv e 650 Nm.
Por fim, mas não menos importante, a versão híbrida plug-in, que continua a ser exclusiva do X5, também mudou de nome e agora chama-se xDrive50e, em vez de xDrive45e - e as novidades vão além da nova nomenclatura.
A parte a combustão da sua cadeia cinemática recebeu uma versão atualizada do seis cilindros em linha a gasolina de 3,0 l, enquanto a parte elétrica ganhou um novo motor elétrico integrado na transmissão (automática).
Com isso, a potência máxima combinada do conjunto passa a declarar 360 kW (490 cv) - um salto expressivo de 70 kW ou 96 cv(!). Os ganhos de binário também foram relevantes, com um aumento de 100 Nm, chegando aos 700 Nm.
Para completar, a bateria cresceu, ainda que de forma mais moderada: os 25,7 kWh anunciados representam mais 3,4 kWh do que antes. A BMW aponta uma autonomia entre 94 km e 110 km em modo 100% elétrico (ciclo WLTP), um ganho de, pelo menos, 7 km.
Quando chegam e quanto custam?
O lançamento internacional dos BMW X5 e X6 revistos está previsto para o próximo mês de abril.
A BMW ainda não revelou os preços dos seus dois SUV renovados para o mercado nacional, nem confirmou se estes chegarão ao nosso país logo após a apresentação internacional.
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