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USS Abraham Lincoln se junta ao bloqueio do Estreito de Ormuz sob o CENTCOM

Porta-aviões militar navegando no mar com caças e tripulação no convés ao pôr do sol.

USS Abraham Lincoln reforça o bloqueio no Estreito de Ormuz

O porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln, da Marinha dos EUA, passou a integrar as ações de bloqueio no Estreito de Ormuz. A iniciativa faz parte das operações conduzidas pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) para limitar o tráfego marítimo associado ao Irã.

Com o navio agora no Mar Arábico, o destacamento naval em vigor desde 13 de abril é ampliado, com a finalidade de impedir a circulação de embarcações que tenham como origem ou destino portos iranianos.

Grupo aéreo e capacidades embarcadas do CVN 72

Conforme dados oficiais, o USS Abraham Lincoln (CVN 72) atua diretamente nessas missões com o seu grupo aéreo embarcado, composto por diferentes plataformas, entre elas:

  • oito caças furtivos F-35C;
  • caças F/A-18;
  • aeronaves de ataque eletrónico EA-18G;
  • meios de comando e controlo E-2D;
  • helicópteros MH-60;
  • aeronaves de rotores basculantes CMV-22B Osprey para apoio logístico.

Esse conjunto de capacidades sustenta operações aéreas prolongadas e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance do controlo marítimo na área.

Contexto: Operação Epic Fury e presença de dois porta-aviões

O deslocamento ocorre no enquadramento da Operação Epic Fury, em que as forças armadas dos Estados Unidos e de Israel conduzem uma campanha militar contra o Irã. Dentro desse cenário, os porta-aviões da Marinha dos EUA reafirmam o seu estatuto de ativos estratégicos de alto valor, tanto pela capacidade ofensiva quanto pelo efeito dissuasório num ambiente de tensão regional crescente.

Além do USS Abraham Lincoln, um segundo porta-aviões norte-americano também está em atividade: o USS Gerald R. Ford. Ele chegou recentemente ao largo de Israel e, segundo relatos, tem operado a partir do Mediterrâneo Oriental. A atuação simultânea dos dois grupos de ataque de porta-aviões evidencia o grau de comprometimento militar dos EUA na região e a intenção de manter pressão constante sobre o Irã.

Resposta do Irã e guerra assimétrica no ambiente marítimo

Do lado iraniano, a tentativa de contrariar o bloqueio naval tem ocorrido por meio de estratégias de guerra assimétrica, com ênfase no emprego de lanchas rápidas de ataque. Essas embarcações, conhecidas como “lanchas de ataque rápido”, são usadas principalmente pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGCN) e foram concebidas para manobras de alta velocidade, assédio e saturação contra navios de maior porte.

Na avaliação de analistas, a preferência do Irã por esse tipo de unidade está ligada ao enfraquecimento da sua marinha convencional, o que impulsionou a priorização de táticas marítimas não convencionais. Embora o bloqueio não interfira no transporte marítimo com destinos fora do Irã, a sua execução já forçou vários petroleiros a desviarem as rotas, evidenciando o efeito operacional sobre a dinâmica comercial regional.

Nesse contexto, o regresso do USS Abraham Lincoln às operações ganha peso adicional, uma vez que ele já havia sido apontado anteriormente como um alvo potencial de ataques iranianos contra ativos estratégicos dos EUA. Ao participar do bloqueio do Estreito de Ormuz, o navio reforça a postura norte-americana num quadro de escalada militar e de tensões geopolíticas em alta.

Imagens obtidas do Comando Central dos EUA.

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