Final Fantasy XVI está prestes a completar um ano desde o lançamento, em junho, e a Square Enix parece decidida a manter Valisthea em evidência. Depois do lançamento surpresa de Echoes of the Fallen, um DLC mais focado em combate dentro de uma única masmorra, a empresa prepara o último conteúdo adicional anunciado para o jogo: The Rising Tide.
Revelado durante o The Game Awards, em dezembro, ao lado do anúncio (e do shadow drop) de Echoes of the Fallen, The Rising Tide traz Leviathan, o Eikon de água que, de forma misteriosa, não participou dos acontecimentos do jogo base.
“Em termos de tomar a decisão de criar e vender um DLC, tivemos que esperar até o jogo ser lançado de fato”, disse Yoshida, por meio de um tradutor, explicando que a Square Enix queria ver se haveria demanda por mais FFXVI. “Dito isso, nós realmente pensamos em um possível caminho, uma possível história, que poderíamos fazer caso fôssemos criar um.”
É por isso que, no jogo base, a rota até a torre onde Echoes of the Fallen acontece já existia desde o início. Fãs também especularam que um cristal misterioso em formato de cabeça, cravado na lateral de um continente em FFXVI, poderia ser Leviathan - ou ao menos algo ligado ao Eikon. Isso ainda não está claro, mas, se for o caso, seria mais um exemplo de como a Square Enix deixou “portas” abertas para explorar depois em DLCs como The Rising Tide.
Como o conteúdo se passa antes do final do jogo, eu fiquei curioso para saber se Clive adquirir os poderes de Leviathan mudaria o desfecho. Yoshida afirma que não: o final permanecerá como é. Por outro lado, ele diz que “você vai ter um entendimento mais profundo de como é o mundo de Valisthea e de como são os personagens em Final Fantasy XVI”, evitando entrar em detalhes para não soltar spoilers.
Quem jogou FFXVI sabe que as lutas entre Eikons são o ponto alto da experiência - então o confronto de Clive com Leviathan naturalmente carrega expectativas grandes. Kujiraoka, que liderou o design dessas batalhas no jogo base, diz que entende esse peso, mas encarou Leviathan como encarou os demais: “[garantindo] que estávamos movendo esses Eikons da forma como os jogadores visualizam e imaginam”.
“Em termos do que os jogadores podem esperar dessa batalha, quando você olha para títulos passados de Final Fantasy, na verdade não há muitos casos em que você vê Leviathan se movendo de forma maluca e em um sistema de batalha de ação em tempo real”, diz Kujiraoka.
Com a luta do Eikon Fênix lembrando shooters em terceira pessoa sobre trilhos e a batalha de Ifrit inspirada em luta livre profissional, eu quis saber como Kujiraoka descreveria a inspiração por trás de Leviathan. Ele faz mistério, dizendo que não existe uma palavra ou gênero único para definir. “Uma coisa que posso dizer é que vai ter muita água envolvida - visualmente, graficamente, vai haver muitos ataques do Leviathan e isso vem com muita água. Vai parecer bem diferente das lutas anteriores entre Eikons, e isso é uma coisa pela qual os jogadores podem ficar animados.”
Diferente de Echoes of the Fallen, que dura cerca de três horas, esse DLC de Leviathan terá por volta de 10 horas de conteúdo - e eu mal posso esperar. The Rising Tide para FFXVI ainda não tem data de lançamento, mas está previsto para sair na primavera do hemisfério norte.
Este artigo foi publicado originalmente na edição 364 da Game Informer.
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