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Polestar protesta em silêncio na Comissão Europeia contra recuo nas metas de emissões de 2035

Carro esportivo elétrico branco com design futurista em exibição em ambiente interno moderno.

Com a União Europeia prestes a decidir o que fará com as metas de emissões para 2035, várias montadoras vêm se posicionando contra o plano da Comissão Europeia (CE) - mas nem todas seguem essa linha.

Polestar leva protesto silencioso à Comissão Europeia

Na véspera do anúncio, a Polestar organizou ontem, em Bruxelas, uma manifestação silenciosa em frente à Comissão Europeia. A ação reuniu uma caravana de veículos exibindo a mensagem: “Ainda comprometidos, ainda elétricos”.

Metas de emissões de 2035 e o futuro dos motores a combustão na UE

O pano de fundo do protesto é a definição, pela União Europeia (UE), do futuro dos motores de combustão no continente. Pela legislação aprovada em 2022, a partir de 2035 todos os automóveis novos vendidos na União Europeia teriam de ter emissões zero de CO2, o que, na prática, encerraria a venda de qualquer carro novo com motor a combustão.

Nesse cenário, só seria possível comercializar automóveis 100% elétricos. O problema é que esses modelos não vêm atingindo o volume de vendas necessário para alinhar o mercado ao objetivo da UE.

Vendas de elétricos abaixo do esperado e possível flexibilização após 2035

Mesmo com incentivos e benefícios oferecidos por diferentes governos europeus, além de campanhas e promoções das marcas, a participação dos elétricos nas vendas na UE está, neste momento, em 16,4% (dados de janeiro a outubro) - bem abaixo dos 30% previstos inicialmente para este ano.

Diante disso, a UE se prepara para recuar e avalia manter, depois de 2035, a venda de alguns carros a combustão (híbridos plug-in e elétricos com extensor de autonomia), por meio de uma suavização da meta para uma redução de 90% nas emissões. A decisão oficial deve ser anunciada hoje, 16 de dezembro.

“Um veículo a combustão fabricado em 2035 poderá continuar a poluir vinte anos depois. Reduzir a meta de 100% para 90% pode parecer um detalhe, mas recuar agora não prejudica apenas o clima - prejudica também a competitividade da Europa”, disse Michael Lohscheller, diretor-executivo da marca.

A Polestar voltou a afirmar que enxerga como irreversível a transição para veículos elétricos na Europa. “O problema da Europa não é a procura, mas a confiança. Na Polestar, acreditamos que a eletrificação é o único caminho e dizemos não aos motores de combustão”, concluiu Lohscheller.


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