10 000 rpm
Falta pouco para a Lamborghini apresentar o carro que vai assumir o lugar do Huracán - e, ao que tudo indica, ele deverá mesmo chamar-se Temerario (nome de código 634). A estreia está marcada para 16 de agosto, durante a Monterey Car Week, na Califórnia (EUA).
A responsabilidade é grande. Afinal, o Temerario vai substituir o superdesportivo mais bem-sucedido da história da marca e que, até há poucos anos, foi o Lamborghini mais vendido. Hoje, esse posto já é do SUV Urus.
A fórmula que tornou o Huracán um sucesso, no entanto, não será repetida no Temerario. A nova “arma” de Sant’Agata abre mão do brilhante V10 naturalmente aspirado e, no lugar, adota um V8 biturbo combinado com três motores elétricos. Ou seja: tal como o recente Revuelto, será um híbrido plug-in.
Este V8, porém, não se comporta como um motor turbo convencional, já que o limitador só aparece em impressionantes 10 000 rpm.
Dá para contar nos dedos de uma mão os motores aspirados que chegam a rotações assim… Já um motor turbo de produção capaz de girar tanto pode muito bem ser uma estreia.
E o que já se sabe sobre ele? Sozinho, o 4.0 V8 biturbo de cambota plana vai entregar 800 cv entre as 9000 rpm e as 9750 rpm (!) e o binário atinge 730 Nm, mantidos de forma constante entre as 4000 rpm e as 7000 rpm. Quanto os três motores elétricos vão acrescentar para “engordar” estes números é algo que ainda não foi revelado. O mesmo vale para a bateria e a autonomia.
Parece-se com um Lamborghini
Do resto, sabe-se pouco ou quase nada sobre o Lamborghini Temerario. Ainda assim, vários protótipos de testes já foram vistos no sul de Espanha, o que permite ter uma noção mais concreta do que vem aí.
E, como seria de esperar, parece-se com… um Lamborghini. Desde o Countach - revelado em 1971 como protótipo -, a marca desenha os seus supercarros com o mesmo tipo de proporções (típicas de um modelo com motor central traseiro) e uma silhueta semelhante.
Sempre muito baixos e largos, com o habitáculo avançado e perfil em cunha, o novo Temerario promete diferenciar-se do antecessor e de outros Lamborghini nos detalhes gráficos. O hexágono parece ditar o formato desses elementos, visível na assinatura luminosa dianteira e também no desenho das óticas traseiras.
Afasta-se do Revuelto ao abandonar o motivo em “Y” que tem marcado as propostas da marca nos últimos anos - algo que já começámos a notar com a atualização recente do Urus, que também foi eletrificado.
As expetativas para o sucessor do Huracán estão altas, até pelo que a Lamborghini conseguiu com o Revuelto, que tem sido aclamado pela crítica e cuja produção já está esgotada… até 2026. Resta agora esperar por 16 de agosto.
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