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Santiago Peña acompanha a Armada Paraguaia no programa de Resiliência de Segurança Fluvial com 8 lanchas rápidas interceptoras

Homem de terno cumprimenta oficial da marinha ao lado de lanchas ancoradas em área portuária.

Na faixa de fronteira, nem sempre a linha é um marco em terra: muitas vezes, ela corre pela água. Por isso, quando a vigilância fluvial ganha novos meios, o impacto aparece direto no controle do território e no combate a ilícitos nos rios que conectam países.

Foi nesse contexto que, com a presença do comandante-em-chefe das Forças Armadas do Paraguai, o presidente Santiago Peña, a Armada Paraguaia incorporou 8 novas lanchas rápidas interceptoras, que passam a operar em serviço ativo na Prefectura General Naval, dentro do programa de Resiliência de Segurança Fluvial.

O programa de Resiliência de Segurança Fluvial foi criado em parceria entre a Armada Paraguaia e o Comando Sul dos Estados Unidos, como um dos pilares de fortalecimento da força. Essas patrulheiras serão empregadas no enfrentamento ao crime organizado nos rios Paraguai, Paraná e Apa, que funcionam como fronteiras do Paraguai com Argentina, Brasil e Bolívia.

Essas lanchas interceptoras, integradas ao Centro de Comando e Controle Integrado, vão reforçar nossas capacidades de vigilância, controle e proteção de nossas fronteiras fluviais. Em um país onde os rios não são apenas fronteiras, mas estruturam nossa vida social e econômica, esses meios fluviais adquirem importância fundamental”, afirmou o comandante da Armada Paraguaia, Cristhian Rotela, durante a cerimônia de recebimento.

Além das lanchas, também foi anunciado o reforço do Centro de Comando e Controle da Prefectura General Naval, uma infraestrutura tecnológica concebida para aprimorar a vigilância, a coordenação e a resposta operacional nos rios e espaços aquáticos do país.

O centro fica no Destacamento Naval “Héroes del Chaco” e, com a modernização, permitirá integrar em tempo real as ações de patrulhamento, controle e segurança, conectando recursos como drones, embarcações e pessoal especializado. Sua entrada em operação representa um passo decisivo para a modernização institucional da Armada Paraguaia e para o fortalecimento da capacidade de proteger os recursos hídricos e garantir a legalidade nas vias navegáveis.

Acompanharam o presidente Peña o ministro da Defesa Nacional, general (R) Óscar González; o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Paraguai, Robert Alter; além dos comandantes de todas as Forças Singulares das Forças Armadas e do Comando Logístico.

Principais características de las Lanchas Interceptoras Fluviales

  • Comprimento total (LOA): 25 pés (7,6 metros).
  • Capacidade de combustível: 150 galões (568 litros).
  • Velocidade máxima: ultrapassa 45 nós (aprox. 52 mph) com a configuração de motor adequada.
  • Autonomia: 270 milhas náuticas com 2 tripulantes, com remanescente no tanque de 10%
  • Capacidade de carga: até 2.600 lbs entre pessoal e equipamento.
  • Sistema de collar SAFE XDR: sistema de flutuação em espuma de célula fechada que oferece estabilidade lateral e atua como defesa (fender) contra outras embarcações ou píeres.
  • Design Center Console: maximiza o espaço de convés para movimentação da tripulação e armazenamento de equipamentos, ideal para mergulho, resgate ou patrulhamento.
  • Manobrabilidade: inclui “performance wings” (aletas de desempenho) sob os colares, que aumentam a sustentação e a estabilidade em curvas fechadas em alta velocidade.
  • T-Top de Alumínio: inclui proteção contra a chuva com sistema de drenagem direta para o convés autovazante.

*Dados fornecidos pelo Ministério da Defesa Nacional do Paraguai.

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