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Autorização e valor da operação
O governo dos Estados Unidos autorizou uma possível venda de novos mísseis antiaéreos FIM-92K Stinger para equipar o Exército Brasileiro (EB). A informação foi divulgada ontem, 11 de junho, após a notificação do Departamento de Estado ao Congresso norte-americano para que a operação seja aprovada. O processo está inserido no programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS) e foi estimado em US$ 330 milhões.
Renovação da defesa antiaérea do Exército Brasileiro (EB)
Nos últimos anos, o Exército Brasileiro tem concentrado esforços relevantes para atualizar e reforçar suas capacidades antiaéreas, buscando oferecer defesa aérea de curto e de muito curto alcance. No campo dos sistemas do tipo MANPADS, a Força empregou ao longo de décadas soluções de origem russa, como os IGLA-S, que passaram a ser complementados mais recentemente por sistemas mais modernos - caso dos RBS 70 NG, da empresa sueca SAAB.
Ainda assim, dentro do cenário atual das capacidades antiaéreas do EB, e diante de um quadro cada vez mais complexo para assegurar a disponibilidade e a sustentação dos IGLA-S, é plausível que as autoridades brasileiras procurem um substituto para esses sistemas - o que pode se concretizar por meio da possível aquisição de mísseis antiaéreos FIM-92K Stinger.
O que o pedido inclui e quem fornece
Essa possibilidade decorre do pedido apresentado pelo governo brasileiro aos Estados Unidos para comprar um lote de cem (100) mísseis Stinger FIM-92K Block I, acompanhado do respectivo pacote de apoio logístico, cursos de operação e a documentação técnica exigida, tendo como principal fornecedora a RTX Corporation.
Segundo o Departamento de Estado: “A venda proposta melhorará a capacidade do Brasil para enfrentar ameaças atuais e futuras por meio da incorporação de mísseis FIM-92K Stinger Block I, fortalecendo assim suas capacidades de defesa aérea. Esta aquisição apoia os esforços de modernização da defesa brasileira, voltados a aumentar sua capacidade de autodefesa por meio da proteção do espaço aéreo sul-americano contra operações de tráfico ilícito. O Brasil não terá dificuldades para incorporar esses equipamentos e serviços às suas Forças Armadas”.
Características do FIM-92K Block I
Por fim, sobre o FIM-92K Block I, essa variante - derivada da versão “J” - reúne diversas melhorias voltadas a ampliar a vida útil do míssil, além de atualizações projetadas para lidar com os novos veículos aéreos não tripulados (UAV) que se multiplicam nos campos de batalha modernos. Ainda assim, um de seus principais diferenciais é a adoção de um sistema de enlace de dados que opera no lugar do sistema original de busca por infravermelho.
Fotografias utilizadas apenas para fins ilustrativos.
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