Quando a Renault Espace me vem à mente, uma das primeiras lembranças é a da Espace F1, que chegou a ser testada por Alain Prost. Só que esse não foi o único desdobramento "fora da caixa" do monovolume francês: existe também a Sbarro Espera Espace Spider.
Em potência e desempenho, nem dá para comparar, já que a Espace F1 levava um impressionante V10 de Fórmula 1 com 820 cv. Ainda assim, no quesito "loucura", a Sbarro Espera Espace Spider não fica devendo.
Um protótipo revelado nas 24 Horas de Le Mans (1998)
Exibida em 1998, durante o fim de semana das lendárias 24 Horas de Le Mans, a Sbarro Espera Espace Spider foi desenvolvida por alunos da escola francesa Espera Sbarro, em parceria com engenheiros da Matra e designers da Renault.
O resultado foi uma Renault Espace conversível com um visual ousado que, mesmo passados 25 anos, ainda chama atenção. Só que chegar a esse formato exigiu muito trabalho: foi preciso eliminar o teto e o para-brisa, refazer toda a parte superior da seção dianteira e instalar dois arcos de segurança - um central e outro na traseira.
Cabine da Sbarro Espera Espace Spider: cinco assentos individuais
Por dentro, além da criação de duas áreas na frente (com motorista e passageiro contando com duas "calombas" à frente, quase como em um speedster), o maior destaque está na fileira traseira: são três lugares, todos com bancos individuais Sparco.
Suspensão, bitolas e rodas: alterações para uso em pista
Apesar da aparência agressiva, o protótipo ainda mantinha bastante semelhança com a Renault Espace vendida ao público. Mesmo assim, recebeu mudanças mecânicas relevantes, começando pela suspensão, ajustada para uso em circuito e responsável por deixar a altura do solo 25 mm menor.
As bitolas (dianteira e traseira) também cresceram 14 cm. Para completar o pacote, foram instaladas rodas de 18 polegadas e pneus Michelin Pilot Sport, o que obrigou a alargar a carroceria, especialmente nas caixas de roda.
Motor V6 e câmbio automático
No motor, a Sbarro Espera Espace Spider não tinha os mesmos trunfos da Espace F1, mas também não decepcionava: usava um V6 de 24 válvulas com 194 cv e 273 Nm de torque máximo. Toda a força era enviada exclusivamente às duas rodas dianteiras por meio de um câmbio automático de quatro marchas.
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