A Mercedes-Benz apresentou uma estratégia para os próximos anos baseada em menos volume e mais rentabilidade. Na prática, a marca passa a priorizar modelos de maior prestígio e margens mais altas, deixando em segundo plano a aposta em carros mais acessíveis.
Depois de uma década em que a fabricante alemã acumulou recordes de vendas, essa nova “manifestação de luxo” vem acompanhada de uma reorganização interna e de um novo desenho do seu portfólio.
Mythos: a nova submarca mais exclusiva da Mercedes-Benz
Ao mesmo tempo, a Mercedes-Benz anunciou uma nova submarca, a Mythos. Ela se junta a Maybach, AMG, G e EQ no conjunto de submarcas do fabricante e passa a ocupar o topo em exclusividade - tomando da Maybach esse lugar.
A proposta da Mythos é ter uma gama formada por edições especiais e limitadas de modelos Mercedes-Benz. Segundo o construtor, os modelos da Mythos “serão exclusivos para os entusiastas e colecionadores mais dedicados da Mercedes-Benz”.
Foco nos lucros
O plano de negócios da Mercedes-Benz não se resume à criação de uma nova submarca: ele implica uma reestruturação profunda na oferta de modelos e estabelece metas mais agressivas.
Para começar, a marca de Stuttgart quer elevar a rentabilidade em 60% até 2026. Para sustentar esse objetivo, mais de 75% do investimento será direcionado aos modelos de topo.
Com estas mudanças em curso, a Mercedes-Benz espera alcançar uma margem operacional de 14% até meados da década.
Reorganizar a oferta
Para dar suporte a essa virada, a Mercedes-Benz vai reorganizar sua linha em três “grupos” de modelos: “Entry Luxury”, “Core Luxury” e “Top-End Luxury”.
Entry Luxury: menos modelos e menor fatia de investimento
Os modelos “Entry Luxury” ficarão com apenas 25% do investimento, e a gama encolherá dos sete modelos atuais para somente quatro. Esse movimento reforça os rumores de que o Classe A pode não ganhar um sucessor direto.
Core Luxury: Classe E novo e elétricos voltados à China
Nos “Core Luxury” - Classe C, Classe E, EQE, GLC, GLE, etc. - os principais destaques passam pela próxima geração do Classe E (que deve chegar em 2023) e por uma nova família de elétricos baseada na plataforma EVA2, desenvolvida especialmente para o mercado chinês.
Top-End Luxury: onde vai a maior parte do investimento
É no “Top-End Luxury” que se concentrará a maior parcela do investimento. Nesse grupo entram modelos como Classe S, Classe G, EQS, SL, GLS e também as linhas Mercedes-AMG e Mercedes-Maybach, cuja oferta crescerá com novas versões do SL e do EQS SUV.
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