Já falamos aqui de alguns esportivos que, por uma razão ou outra, marcaram o nosso imaginário nos anos 90 - aqueles inesquecíveis anos 90… E o Opel Astra GSi 2.0 16v certamente está nessa lista.
Voltando a 1991, era difícil prever o tamanho do sucesso que o Opel Astra alcançaria - e que, de certa forma, se estende até hoje. Herdeiro do também muito bem-sucedido Opel Kadett, o Astra recebeu a missão nada simples de manter vivo o legado do compacto familiar que atravessou boa parte da história da “marca do raio”.
A chegada do Astra e a variedade de carrocerias
A Opel não economizou esforços: o Astra, que adotava o nome usado pela Vauxhall para o Kadett, podia ser escolhido em versões de três e cinco portas, perua, sedã e também conversível - este último desenhado e montado pela Bertone, na Itália.
Um motor 2.0 aspirado multiválvulas com personalidade
Ainda assim, foi o GSi 2.0 16v que fisgou de vez os apaixonados por carros - o que não surpreende…
Visual do Opel Astra GSi 2.0 16v: o que mudava por fora e por dentro
Externamente, o que separava o GSi do restante da linha eram os para-choques mais esportivos e na cor da carroceria, a grade exclusiva, as peculiares saídas de ar no capô e o aerofólio traseiro de maiores dimensões.
E, claro, os emblemas GSi. Só que as diferenças mais importantes estavam “por dentro” - e não estamos falando da cabine…
Sob o capô havia um 2.0 litros de quatro cilindros em linha com 16 válvulas, criado em parceria com a Cosworth (responsável, especificamente, pelo desenvolvimento do cabeçote). Era um conjunto já testado no Kadett GSi, lançado três anos antes, e um dos primeiros multiválvulas da Opel a equipar um modelo de grande volume.
Os dados oficiais apontavam 150 cv a 6000 rpm e 196 Nm a 4800 rpm, com a força indo somente para o eixo dianteiro por meio de um câmbio manual de cinco marchas - números que hoje parecem modestos, mas no fim dos anos 80 e começo dos 90, 150 cv era uma referência que separava os “menores” dos “maiores”.
Não era difícil retirar mais potência do motor C20XE, sem prejuízo da fiabilidade, um dos seus pontos fortes.
Peso, desempenho e velocidade máxima
Na balança, o Opel Astra GSi 2.0 16v marcava apenas 1100 kg (DIN). Com relação peso-potência de 7,3 kg/cv, ele fazia 0–100 km/h em 8,0 segundos e chegava a 217 km/h de velocidade máxima.
Um fim antes do esperado
A alegria, porém, durou pouco… Em 1995, a norma ambiental Euro2 entrou em vigor e obrigou a marca alemã a instalar um catalisador no Opel Astra GSi 2.0 16v, reduzindo a potência para 136 cv.
Por isso - e também porque muitas unidades acabaram vítimas de modificações pouco saudáveis - encontrar hoje um exemplar de primeira fase, com 150 cv, no mercado de usados pode ser uma missão inglória.
Outras versões GSi que apareceram no caminho
Como alternativa, existiram Astra GSi com uma variação do 2.0 litros de apenas oito válvulas, com 115 cv, e, um pouco depois, o Astra GSi 1.8 16V, de 125 cv. Ainda assim, é o Opel Astra GSi 2.0 16v que segue firme no nosso imaginário…
Sobre o “Glórias do Passado.”. Esta é a rubrica da Razão Automóvel dedicada a modelos e versões que, de alguma forma, se destacaram. Gostamos de relembrar as máquinas que um dia nos fizeram sonhar. Embarque conosco nesta viagem no tempo aqui na Razão Automóvel.
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