Há cinco anos, quando apareceu pela primeira vez, o Mazda5 ganhou atenção por um truque que virava conversa em qualquer lugar: em vez de portas com dobradiças, ele trouxe portas corrediças. Também apostou num engenhoso sistema de bancos que se rebatia e se dobrava para levar sete pessoas num espaço que, em geral, é pensado para cinco. Só que, com o tempo, esses “truques” deixam de ser exclusivos - e o que a Mazda inaugurou acabou copiado por rivais.
Hoje, o segmento está concorrido, cheio de compactos, crossovers e minivans de sete lugares com portas deslizantes, como o ótimo Ford Grand C-Max. Para continuar competitivo, o Mazda5 precisa manter sua vantagem bem afiada.
Atualizações do modelo e base mecânica
Esta é, portanto, uma versão bastante atualizada. O carro recebeu visual renovado, novos acabamentos no painel e no console, algumas revisões mecânicas e um motor novo. Ainda assim, a essência não mudou: ele continua derivado de um Mazda3 - que, na prática, corresponde a um Ford Focus da geração anterior.
Enquanto isso, o Grand C-Max passou a usar a nova plataforma do Focus 2011, que testámos no mês passado e aprovamos de imediato.
Dinâmica: como o Mazda5 se comporta ao volante
Mesmo antes, o Mazda5 já andava melhor do que se espera de um monovolume familiar, e continua assim. Nesta atualização, ele passou a usar um acoplamento de borracha na direção para deixar as respostas mais suaves, além de barras estabilizadoras mais rígidas e molas e amortecedores recalibrados.
Ele não chega ao nível do C-Max em comportamento dinâmico, mas fica a pergunta: até que ponto alguém quer conduzir no limite com seis crianças a bordo?
Estilo “Nagare” e a nova carroçaria
O desenho também mudou. Da dianteira com “rosto” sorridente até a linha ondulada gravada ao longo das portas, cada painel é novo. Tudo faz parte da linguagem de estilo “Nagare”, que ficou conhecida com o conceito Furai.
A proposta é evocar a imagem do vento passando sobre a água - algo que funcionou no Furai, mas que, no Mazda5, acaba deixando o carro com um ar um pouco desconfortável.
Motores disponíveis e o sistema “iStop”
O Mazda5 é oferecido com três motores: gasolina 1.8 ou 2.0 e um diesel 1.6. Entre eles, o 2.0 a gasolina é a melhor escolha: entrega 147bhp, tem injeção direta e traz o “iStop”, o sistema de liga/desliga automático da Mazda.
Ao contrário de soluções que dependem apenas do motor de arranque, o iStop combina a partida com o próprio processo de combustão para reacender o motor: o combustível é injetado e inflamado para gerar força descendente nos pistões, fazendo o motor voltar a girar. A economia pode não ser grande, mas ajuda a alcançar um consumo médio de 40.9mpg (cerca de 6,9 L/100 km).
Interior: a praticidade continua a estrela
O verdadeiro argumento de venda do Mazda5 sempre foi o habitáculo - e aqui nada mudou. Dois assentos surgem a partir do piso do porta-malas e conseguem acomodar um adolescente numa viagem mais longa.
Na segunda fila, há três lugares, embora o do meio seja apenas um banco auxiliar que se dobra e desaparece quando não é necessário. Ainda assim, para um carro tão compacto, a sensação de espaço é grande - maior do que no Grand C-Max. E as portas corrediças continuam presentes, como devem estar.
Outros podem parecer mais elegantes e até conduzir um pouco melhor, mas, neste mercado, a praticidade é o que manda - e, nesse critério, o Mazda5 continua no topo da sua forma.
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