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UMM volta em 2025 com novo todo-terreno elétrico a hidrogênio

Carro SUV verde escuro futurista estacionado em ambiente moderno com janelas amplas e luz natural.

Vai mesmo acontecer! A “nossa” UMM volta em 2025 com um novo todo-terreno elétrico - só que, em vez de trazer um pacotão de baterias, a proposta é usar uma pilha de combustível a hidrogênio.

O comunicado oficial desse retorno tão aguardado sai hoje, 1º de abril, durante um evento no fim da tarde. Ainda assim, a Razão Automóvel adianta com exclusividade as primeiras informações sobre o novo todo-terreno português.

Por enquanto, a equipe responsável pelo desenvolvimento tem chamado o modelo, com carinho, de Projeto Tucha - uma homenagem ao conhecido piloto Carlos ‘Tucha’ Barbosa, considerado um dos maiores especialistas em UMM.

O que já sabemos?

O desenho preliminar - ainda bem rudimentar - que a UMM nos repassou e que aparece na imagem de destaque já permite ter uma primeira ideia do novo modelo.

Seguindo fiel à “tradição”, tudo indica um estilo… bem angular, com painéis planos e uma dianteira dominada por um formato trapezoidal. Ao que parece, quem gosta de chapa dobrada e linhas poligonais vai ter bons motivos para comemorar.

Além do esboço, o que está confirmado é que o futuro UMM será uma espécie de “ferramenta multifunções” sobre quatro rodas: extremamente flexível e fácil de adaptar a vários tipos de trabalho. O foco é o mercado profissional e usos específicos, como viaturas de bombeiros e do Exército - função que o UMM Alter já cumpria com mérito.

A UMM pretende contar com parceiros tecnológicos internacionais para desenvolver a plataforma e a pilha de combustível. Segundo a marca, “os parceiros que revelaremos ainda hoje são importantes nomes da indústria automóvel”, sem descartar que, entre eles, haja outros fabricantes de automóveis - e não apenas fornecedores.

Hidrogênio, o futuro

A grande virada do Projeto Tucha, porém, é justamente a adoção de uma pilha de combustível a hidrogênio para alimentar um conjunto elétrico com dois motores - um em cada eixo. Pode esquecer o barulho característico dos motores diesel do Alter.

Mesmo cientes das limitações que esse tipo de solução ainda apresenta, os responsáveis pelo projeto afirmaram “que é uma solução à prova de futuro”.

A lógica é simples: na Europa, é preciso buscar alternativas ao fim anunciado do motor a combustão interna na próxima década, e este projeto foi pensado para “se prolongar no tempo”.

Também vale lembrar o investimento anunciado pela União Europeia na produção do chamado hidrogênio verde - isto é, hidrogênio obtido com o uso de energias renováveis, e que também deve ser produzido em Portugal, em Sines.

E por que não fazer um elétrico a baterias? A possibilidade chegou a ser avaliada, mas foi descartada rapidamente por causa do peso extra, que reduziria a capacidade de carga do chamado Projeto Tucha.

Versão “civil” nos planos?

Embora, num primeiro momento, o novo UMM esteja voltado ao mercado profissional, existe a intenção de lançar uma versão de passageiros mais “civilizada”. Ainda assim, como admitiu um dos responsáveis, “terão de aguardar mais alguns anos”.

Por enquanto, a oportunidade está no segmento profissional, que também deve ser profundamente impactado pela mobilidade elétrica - seja por baterias, seja por pilha de combustível - e pela digitalização.

Quando chega?

O UMM português está previsto para estrear em 2025, mas deve aparecer antes disso em forma de protótipos. No momento, o primeiro protótipo funcional já está em desenvolvimento e será apresentado exatamente daqui a um ano: 1º de abril de 2023.

Apesar da participação de parceiros internacionais no Projeto Tucha, uma parte considerável do desenvolvimento do novo UMM a hidrogênio - assim como a produção - acontecerá em Portugal, em um local que ainda não foi definido.

Atualização em 2 de abril: Muita gente gostaria de ver o retorno da UMM, mas, infelizmente, não será desta vez. Esta foi a nossa história de 1º de abril, o Dia da Mentira, e esperamos que tenha servido para entreter. Quem sabe, um dia vira verdade…

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