Susanne Hägglund, recém-nomeada diretora-geral (Managing Director) da Volvo Car Portugal, apresentou o plano da marca para este ano e destacou que “nossas metas são ambiciosas, mas possíveis”.
Hägglund assume a função antes ocupada por Edson Ishikawa que, depois de sete anos à frente da operação em Portugal, passa agora a atuar como Head of Product & Consumer Offer (EMEA) na Volvo Car.
Ao iniciar esta nova etapa profissional, Susanne Hägglund encontra a Volvo Car Portugal em um contexto positivo. Em 2021, vale lembrar, a Volvo foi a 3ª marca premium mais vendida em Portugal, e o XC40 terminou o ano como o SUV premium mais vendido do segmento.
Naquela que foi a sua primeira apresentação no país, a executiva reforçou a intenção de manter a trajetória construída até aqui e, ao mesmo tempo, liderar mudanças que considera indispensáveis diante do cenário atual. “Estou muito entusiasmada por estar em Portugal e espero, sinceramente, dar continuidade ao caminho que nos trouxe até aqui e, de alguma forma, conduzir uma transformação que julgo necessária nestes tempos tão desafiantes de mudança da indústria, da sociedade e do consumidor”, afirmou.
Os planos da Volvo Car Portugal para 2022
Diante de jornalistas, Susanne Hägglund reiterou que a eletrificação seguirá como um dos pilares centrais de crescimento da marca, tanto em Portugal quanto globalmente.
A meta, comum a todos os mercados, é clara: até 2025, 50% das vendas da Volvo devem ser de carros elétricos; já em 2030, a marca pretende encerrar de vez a produção e a venda de motores a combustão. Como parte desse caminho, a empresa diz que pretende lançar um novo elétrico a cada ano.
No mercado português, a diretora-geral estabeleceu um objetivo igualmente desafiador: crescer 9% em relação ao ano anterior e sustentar a liderança no segmento de C-SUV Premium, no qual o XC40 foi o modelo mais vendido, à frente de rivais como BMW X1/X2 e Mercedes-Benz GLA/GLB.
Também sobre 2021, a Volvo Cars aumentou as vendas globais em 5,6%, chegando perto de 700 mil unidades no mundo. No mesmo período, as vendas da linha de modelos eletrificados avançaram mais de 70% em comparação com 2020.
Os dois alertas de Susanne Hägglund
“Acreditamos que o futuro será elétrico” foi uma das mensagens mais repetidas por Susanne Hägglund, em meio às perguntas de uma plateia formada majoritariamente por jornalistas. “Sei que há marcas que estão relutantes perante a necessidade da eletrificação do setor. Mas nós não temos dúvidas relativamente à nossa estratégia.”
Sem desviar o foco da pauta ambiental e do avanço da eletrificação, Susanne Hägglund quis deixar outro alerta:
Para que essa missão avance, Hägglund defende o engajamento de todos os atores que se relacionam, direta ou indiretamente, com o automóvel: marcas, instituições, poder público, fornecedores de energia voltada à mobilidade elétrica e a rede de concessionárias. Na sua visão, “só assim será possível vencermos todos os desafios que temos pela frente”.
Entre esses desafios, ela citou o crescimento da rede de recarga - um gargalo que pode se intensificar caso a infraestrutura não acompanhe o aumento da procura por carros elétricos. “O setor automóvel está a fazer a sua parte, agora é preciso que os restantes agentes cumpram a sua parte”, defendeu Hägglund.
A importância do legado da marca
Mesmo com a ênfase na eletrificação e na digitalização, a nova diretora-geral da Volvo Car Portugal afirma que a orientação da empresa continuará colocando as pessoas no centro das operações, retomando uma frase célebre dita pelos fundadores da marca em 1927:
É esse legado que Susanne Hägglund diz querer manter vivo na construção do futuro da Volvo.
“Não esquecemos o nosso passado. Há marcas que celebram vitórias no desporto motorizado, nós celebramos o facto de já termos salvo mais de um milhão de vidas nas estradas. Essa é, quanto a mim, a maior vitória de todas”.
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