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Toyota Land Cruiser: robustez e confiabilidade acima do glamour

Carro preto Toyota Land Cruiser em estrada sinuosa cercada por campos e árvores ao entardecer.

Na estrada: melhor que antes, ainda longe dos "modernos"

Nunca a expressão 'slow-in, fast-out' fez tanto sentido. Para resumir, no asfalto o novo Land Cruiser transmite uma sensação mais acertada do que a do Land Cruiser antigo, mas continua abaixo de praticamente qualquer SUV com plataforma "moderna" de "monocoque". Nessa lista entram o Range Rover, o Touareg, o GL da Mercedes, o Q7 da Audi e, por último (mas longe de menos importante), o X5 da BMW, com sua condução maravilhosa. Parece uma crítica pesada - só que a história não termina aqui.

Por que a ONU escolhe o Toyota Land Cruiser

Ao longo dos anos, a Organização das Nações Unidas comprou algo em torno de 12,000 Toyota Land Cruisers. E é quase garantido: em qualquer cobertura jornalística sobre crises no Oriente Médio, lá está um, avançando animado por uma trilha no deserto ou rondando um vilarejo “perfurado” por impactos de morteiro.

Eles recebem pintura “Daz” branca, apanham sem dó e sem pausa, e ainda assim a ONU mantém uma paixão insaciável por esse SUV grande da Toyota.

O motivo é simples: eles não quebram. Não é à toa que o outback fica cheio de carcaças de Land Rovers antigos - e não de Toyotas quebrados.

Também não é por acaso que, sempre que você chega a algum lugar inacessível do planeta com helicópteros e equipamentos especializados, encontra uma família fazendo piquenique na tampa traseira do Land Cruiser deles, dos anos 1980. É verdade. Vá até o centro da Terra e deve haver um Land Cruiser fossilizado em algum lugar. Coloque um pouco de diesel, instale uma bateria nova e, muito provavelmente, ele pega.

Herança desde 1954 e a sensação de indestrutível

Essa reputação vale ouro. Ela nasce de uma trajetória longa: o primeiro Land Cruiser surgiu em 1954 e, em grande medida, foi o carro sobre o qual a própria Toyota se apoiou. Felizmente, esse legado continua vivo no modelo atual, porque quando o assunto é confiabilidade de verdade, aptidão fora de estrada e qualidade de fabricação, o Land Cruiser é muito forte.

De algum jeito, num Toyota grande você não trava ao ouvir a parte de baixo bater e raspar, como costuma acontecer num Range Rover. Há uma sensação de inevitabilidade: você está num Land Cruiser, então nada - a não ser, literalmente, ser metralhado do espaço - vai impedir você de chegar ao destino.

Tecnologia off-road: AHC, sensores e AVS

A altura de rodagem ajustável (AHC - Active Height Control) ajuda a manter o carro longe das pedras, enquanto sensores nas rodas identificam o tipo de terreno ("mud/sand/slope etc.") e permitem um ABS adaptativo quando alguma roda patina.

Há ainda a suspensão adaptativa variável (AVS) que, além de tentar suavizar qualquer instabilidade na estrada, se esforça ao máximo para aproveitar a excelente articulação das rodas do Cruiser, mantendo os pneus em contato com o chão e garantindo avanço.

E o curioso é que você mal percebe isso: você só fica ali, assistindo à paisagem se abrir. Aqui, no seu habitat mais natural, fora de estrada, o Land Cruiser faz muito mais sentido. O carro estala, bate, resmunga - mas nunca, nunca dá a impressão de que vai parar.

Ele traz até apoios acolchoados na região dos joelhos, caso você esbarre com mais força. E o que você faz? Encosta, ouve o som e mexe nos bancos aquecidos. Eu tentei atolá-lo. Tirando jogar o carro de um penhasco ou dentro do mar, foi impossível.

Equipamentos, versão no Reino Unido e posicionamento

Como era de se esperar para um preço de tirar o fôlego, o Cruiser vem com praticamente tudo: ar-condicionado de quatro zonas, 14 airbags (sim, você leu certo), CD de seis discos, câmera de ré, couro, navegação, caixa térmica no console central - o pacote completo.

No Reino Unido, vai chegar apenas uma versão, o que significa acabamento topo de linha e V8 diesel - e tudo bem, já que a Toyota planeja vender algo como 500 no próximo ano, para gente endinheirada que realmente não gosta do que os proles estão fazendo com a imagem da Land Rover.

Vamos ser francos: este é o anti-Range Rover Sport - sem ostentação, com pouca moral de rua para passar de carro, mas o “chefão” para quem valoriza chegar ao destino em vez de parecer bonito, e não está nem aí para rachas ou para o que os vizinhos pensam. É um bom carro. Não é para todo mundo e é o último de uma espécie em extinção, mas continua sendo bom.

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