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Cadillac ATS Coupé: primeiras impressões

Carro vermelho Cadillac em alta velocidade na estrada com árvores ao fundo em dia ensolarado.

O que é?

Trata-se do novo Cadillac ATS Coupé - a versão de duas portas do menor sedã da marca. Ele utiliza praticamente a mesma base estrutural do ATS sedã, embora as bitolas dianteira e traseira sejam ligeiramente mais largas; a diferença mais evidente está no teto mais baixo e, claro, na eliminação de duas portas.

Este modelo deve assumir, em breve, o papel de cupê para toda a família ATS/CTS (que compartilha a mesma plataforma), já que o CTS Coupé atual não tem substituto previsto para o curto prazo. E, por mais que a gente goste desse tipo de carroceria, não haverá versão perua de nenhum dos dois tão cedo - a realidade é que elas simplesmente não vendem nos EUA, um mercado obcecado por SUVs.

O visual é bem parecido com o do ATS sedã. O que mudou?

A semelhança de família é forte - faróis verticais e vincos bem marcados -, mas isso esconde um detalhe importante: tudo, exceto o capô, é novo. Até o emblema da Cadillac mudou, e agora aparece sem os louros ao redor do escudo.

As diferenças para o ATS sedã são só estéticas?

Não. Apesar de compartilhar muitos componentes com o sedã, a Cadillac fez ajustes e combinações diferentes neste rival da BMW 4-Series fabricado nos EUA. A gama de motores ficou restrita ao 2.0 turbo de quatro cilindros com 272bhp e ao V6 3.6 aspirado com 321bhp - o quatro-cilindros 2.5, considerado meio sem graça, ficou de fora desta linha.

A suspensão também recebeu uma calibração para ficar um pouco mais firme, e rodas de 18 polegadas passaram a ser item de série. Os freios Brembo são padrão nas quatro rodas, assim como um pacote amplo de segurança que, na prática, não deixa muita margem para você culpar o carro se algo der errado. É possível optar por tração integral, disponível com qualquer um dos dois motores; porém, se a ideia é tração traseira com câmbio manual, isso só existe com o 2.0 turbo.

E por dentro?

A Cadillac faz questão de destacar o que chama de interiores de couro "cut-and-sew" - e, no caso do Coupé, dá para entender o orgulho. Ainda assim, o principal é a posição de dirigir: há ajuste suficiente para que motoristas de diferentes biotipos e estaturas encontrem um ponto confortável.

O volante é um pouco mais grosso do que no sedã, e a sensação geral é de um carro ligeiramente mais coeso e bem amarrado. O banco traseiro não é nada memorável, mas também não fica melhor nem pior do que o que os concorrentes alemães entregam. A grande melhoria está no multimídia Cue, que foi acelerado e teve falhas corrigidas, passando a operar de forma bem mais suave. Mesmo assim, continuamos achando melhor usar as tiras metálicas, e não as partes plásticas, para acionar os comandos secundários.

Como ele anda?

A maior parte das críticas ao ATS girava em torno do conjunto 2.5. Com essa alternativa fora do cardápio, sobra pouco do que reclamar - e bastante do que gostar. De cara, ele parece bem mais rígido do que o sedã, transmitindo mais informações para todos os pontos de contato do corpo. E também para os ouvidos: nenhum dos motores é especialmente musical, mesmo com o sistema de manipulação ativa de ruído.

Não tivemos muito tempo ao volante, então precisamos segurar o veredito sobre o comportamento em velocidades acima de 97 km/h. Ainda assim, ele mantém a sensação leve e pronta nas mudanças de direção, uma marca registrada da linha ATS/CTS. É uma base excelente para os carros que todo mundo espera - os modelos V Spec. Em percepção subjetiva, ele fica em algum lugar entre um Audi A5 e uma BMW 4-Series.

Vale a compra?

Se você curte o estilo e não quer entrar no enorme grupo de compradores de cupês alemães, o ATS Coupé aparece como uma alternativa interessante. Ele entrega desempenho, qualidade e tecnologia em nível competitivo. O que ainda falta é uma imagem de marca tão desejada e universalmente reconhecida quanto a dos rivais - mas isso está a caminho.

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