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Strava renova a experiência de musculação: diário, mapas musculares e 14 integrações

Mulher suada sentada na academia olhando celular, com homens e halteres ao fundo.

Quem usa o Strava há anos costuma pensar nele como o app do asfalto e da estrada: corrida, bike, trail. Agora, a plataforma está virando a chave também para quem treina entre barras, halteres e máquinas, com uma reformulação completa voltada à musculação.

Com uma comunidade de 195 milhões de usuários em 185 países, o Strava construiu sua identidade no outdoor. Só que os hábitos mudam - e a musculação é hoje uma das práticas que mais crescem dentro do app. Segundo Matt Salazar, diretor de produto da empresa, foram mais de 400 milhões de sessões registradas em 2025.

Era inevitável que o Strava acompanhasse esse movimento. A empresa fez uma reformulação total da experiência de musculação: entra um diário de treino nativo para registrar séries, repetições e cargas, mapas musculares gerados automaticamente a partir dos exercícios realizados e cinco novos formatos de compartilhamento, pensados para dar ao treino na academia o mesmo peso social do que se faz do lado de fora.

Strava aposta no social

Para aumentar as chances de agradar a maioria dos atletas, o Strava preferiu se cercar de especialistas parceiros, em vez de tentar competir com eles. Ao todo, 14 parceiros entram no ecossistema desde o lançamento: Garmin, WHOOP, Hevy, Fitbod, COROS, Amazfit, Runna, JEFIT e iFIT Personal Trainer, entre outros. Na prática, os dados registrados nesses apps sobem direto para o Strava, sem exigir nenhuma ação manual. Assim, o Strava passa a funcionar mais como um agregador, concorrendo com Apple Health ou Google Health.

Com esse “time” ao redor, o Strava consegue focar no que já domina: a dimensão social, que responde à necessidade de reconhecimento. Os novos formatos de compartilhamento foram desenhados para fazer uma sessão de supino gerar tanto engajamento quanto um 10 km em 40 minutos.

A liberação dessa nova experiência está prevista para as próximas semanas, em escala global. Se ela ainda não apareceu para você, não tem problema: a empresa avisou que o rollout será gradual. E também deixa claro que este é só o primeiro passo na sua ofensiva para atrair quem frequenta academia.

Um mercado turbinado

Na França, a prática esportiva cresce em ritmo impressionante. Segundo o barômetro nacional do INJEP, 61% dos franceses com 15 anos ou mais praticam uma atividade esportiva regular em 2025, um aumento de 7 pontos em relação a 2018. E a musculação tem lugar de destaque nesse avanço: ainda de acordo com o INJEP, musculação e fitness estão entre as modalidades praticadas com mais regularidade ao longo do ano, à frente de atividades como trilha ou natação.

Os números do mercado confirmam a tendência. Segundo dados do instituto Anodyne, a França tem cerca de 5.500 academias, com faturamento estimado em 2,5 bilhões de euros em 2024. A frequência cresceu 7,7% entre 2024 e 2025, e o número de alunos agora encosta em 7 milhões. Terceiro maior mercado europeu de fitness, atrás da Alemanha e do Reino Unido, a França ainda tem taxa de penetração por volta de 10%, o que indica um espaço relevante para crescer. Em outras palavras: academia deixou de ser um hobby de nicho.

Quem são esses praticantes? Em primeiro lugar, os jovens. Segundo o barômetro INJEP 2024, 72% das pessoas de 15 a 24 anos praticam regularmente uma atividade esportiva, contra 63% entre 25 e 39 anos e 55% entre 40 anos ou mais. Quanto ao gênero, a tendência é de equilíbrio: em 2025, 61% das mulheres e 62% dos homens declaram praticar esporte regularmente, de acordo com o INJEP.

E as motivações vão muito além da estética. Ainda segundo o INJEP, a saúde segue como principal razão para praticar, citada por um em cada dois praticantes. Esse dado conversa diretamente com o que o Strava destaca em seu comunicado: longevidade e prevenção de lesões são os motores do crescimento da musculação na plataforma.

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