Como já adiantávamos há alguns dias, o plano de reestruturação do grupo francês - batizado de Renaulution - promete uma leva de mudanças para a Renault. O principal destaque é a volta do lendário Renault 5, aqui antecipado pelo Renault 5 Prototype, e que será… exclusivamente elétrico.
O anúncio, porém, vai além do retorno do compacto: somente pela marca Renault, estão previstos 14 lançamentos até 2025, dentro de uma ofensiva que a empresa chama de “Nouvelle Vague”.
Com essa estratégia, a Renault quer levar “modernidade ao panorama automóvel Europeu” e se reposicionar “numa marca de tecnologia, de serviços e de energias limpas”.
Eletrificar é a chave no Renaulution
Dos 14 novos modelos que a Renault pretende colocar no mercado até 2025, sete serão 100% elétricos, enquanto os outros sete ficarão nos segmentos C e D. Além disso, todos os futuros lançamentos terão algum nível de eletrificação, sempre com opção elétrica ou híbrida.
A meta da marca é fazer com que, até o fim de 2025, os segmentos superiores correspondam a 45% das vendas. Ainda assim, fica claro que a “estrela da companhia” é exatamente o modelo apresentado agora na forma do Renault 5 Prototype.
De acordo com a Renault, a missão do Renault 5 Prototype é direta: “mostrar que a Renault vai democratizar o automóvel elétrico na Europa, com uma abordagem moderna de um automóvel popular”.
Como era esperado, ainda não existem números técnicos do futuro Renault 5 elétrico, nem mesmo uma data definida de lançamento. Mesmo assim, a influência do modelo original no protótipo criado pela equipe de design de Gilles Vidal é impossível de ignorar.
O ponto mais interessante do Renault 5 Prototype é que vários elementos de estilo herdados do clássico escondem soluções atuais. A entrada de ar no capô, por exemplo, na verdade abriga o conector de recarga; as lanternas traseiras incorporam defletores aerodinâmicos; e os faróis de neblina no para-choque funcionam como luzes de condução diurna.
Tecnologia na ordem do dia na Renault
Conforme o plano de reestruturação divulgado, a Renault vai concentrar seus esforços em três frentes de competitividade. A primeira delas é se consolidar como uma marca de tecnologia, o que passa pela criação de um ecossistema digital chamado “Software République”.
A proposta desse ecossistema é permitir que a Renault e os demais fundadores “desenvolverem competências, reforçar o “know-how” Europeu e defender a sua soberania em tecnologias chave, do “Big Data” à eletrónica”. Além disso, a iniciativa deve ajudar a equipar os carros da marca com “os melhores sistemas de inteligência artificial e de cibersegurança”.
A segunda frente é a transformação em uma marca de serviços, com foco em oferecer os melhores serviços conectados. Por isso, em 2022 a Renault vai lançar o novo sistema de infoentretenimento “My Link”. Baseado na plataforma Google Built-In, ele deve tornar a Renault a primeira fabricante a disponibilizar serviços da Google em carros de produção em larga escala.
Em paralelo, a empresa também vai investir no recondicionamento de veículos usados por meio da unidade Re-Factory, em Flins (França). Essa planta atualmente fabrica o Zoe, mas também passará a recondicionar mais de 100 mil carros usados por ano, além de converter veículos a diesel em automóveis elétricos ou movidos a biogás.
Hidrogênio também é aposta
Por fim, a Renault quer liderar a transição energética e se firmar como uma “marca de Energias Limpas”.
Para isso, a empresa não apenas manterá o investimento em híbridos e híbridos plug-in com a tecnologia E-Tech, como também vai lançar (como já te dissemos) uma família de produtos apoiada em suas plataformas elétricas dedicadas: CMF-EV e CMF-B EV.
Ainda assim, a estratégia de “energias limpas” não termina aí. O hidrogênio também entra nos planos futuros da Renault, que pretende oferecer soluções baseadas nessa tecnologia prontas para comercialização no mercado de comerciais leves.
Para viabilizar essa iniciativa, o Grupo Renault se uniu à Plug Power e criou uma joint venture (50-50) sediada na França, com a meta de alcançar 30% de participação no mercado de comerciais ligeiros movidos a hidrogênio.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário