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Associações do setor automóvel pedem apoio específico diante da crise do COVID-19

Carro esportivo prata moderno em exposição dentro de showroom com teto de vidro e piso branco.

As principais associações portuguesas ligadas ao setor automóvel dizem estar apreensivas com o impacto da crise econômica que pode decorrer da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19).

Associações do setor automóvel unem-se e pedem medidas

ACAP (Associação Automóvel de Portugal), AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel), ANECRA (Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel) e ARAN (Associação Nacional do Ramo Automóvel) divulgaram uma nota conjunta para expor essas preocupações e defender um conjunto de apoios direcionados às empresas do setor automóvel.

Importância do setor automóvel na economia de Portugal

No documento, as entidades destacam o peso do setor automóvel no país, sublinhando que ele representa 19% do PIB português e assegura emprego para cerca de 200 mil pessoas. Além disso, 21% de toda a receita fiscal do Estado tem origem nesse setor.

As associações também ressaltam que se trata de um segmento muito amplo, que reúne empresas de todos os portes - das grandes exportadoras às PMEs, incluindo microempresas e ENI.

Propostas de apoio apresentadas por ACAP, AFIA, ANECRA e ARAN

Diante desse cenário, ACAP, AFIA, ANECRA e ARAN defendem a criação de um plano específico de apoio ao setor automóvel. A ideia, segundo os signatários, é permitir que as empresas reduzam os efeitos da crise e, ao mesmo tempo, preservem a competitividade quando houver uma retomada gradual da economia.

Entre as medidas sugeridas pelas quatro associações, estão:

  • Criação de uma linha de crédito dedicada às empresas do setor automóvel;
  • Revisão das regras do lay-off, para assegurar acesso imediato ao regime por empresas que tenham registrado queda de faturamento superior a 40% no último mês;
  • Ajuste no regime de férias, de forma a permitir desde já a marcação;
  • Adoção de um programa de incentivo ao abate de veículos em fim de vida, com a finalidade de renovar a frota e apoiar as empresas na saída gradual da crise;
  • Considerando o estado de emergência que será decretado, assegurar que os serviços prestados por veículos de pronto-socorro e o setor de assistência e reparação automóvel sejam classificados como setores essenciais, dada a relevância para a manutenção da segurança dos cidadãos.

“Neste momento particularmente difícil iremos também contribuir para que esta pandemia seja ultrapassada rapidamente, esperando da parte do Governo a maior atenção para as propostas que apresentámos”, concluem as Associações.


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