IATA aponta espaço para ampliar a demanda por transporte aéreo na América Latina
Durante a Assembleia Geral Anual da IATA, realizada no Rio de Janeiro, a entidade voltou a enfatizar que a América Latina ainda tem grande margem para expandir a demanda por transporte aéreo. Na apresentação exibida no encontro, a IATA mostrou que a média de viagens por habitante na região avançou de 0,51 em 2015 para 0,68 em 2025 (estimado) - um progresso relevante, mas ainda distante do padrão observado em mercados mais maduros.
Viagens por habitante: como a região se compara a mercados maduros
Os dados colocam a América Latina atrás da América do Norte, que registra 2,59 viagens per capita, além de Espanha (5,12) e Portugal (5,55). Em termos práticos, isso sugere que esses mercados já consolidaram uma cultura de mobilidade aérea muito mais intensa, enquanto a América Latina permanece operando em um patamar bem inferior.
Brasil e outros mercados latino-americanos: evolução recente
Dentro da própria região, o Brasil aparece com 0,50 viagem por habitante, praticamente sem mudança em relação a 2015, quando tinha 0,47. Já México, Colômbia, Chile e Peru exibem uma evolução mais nítida, ainda que em níveis modestos. O Chile, por exemplo, passa de 0,85 para 1,26; o México vai de 0,55 para 0,86; e a Colômbia cresce de 0,62 para 0,94.
Ambiente regulatório, custos e impostos como alavancas de conectividade
Para a IATA, esse cenário reforça o potencial de crescimento da aviação na região, sobretudo caso haja um contexto mais favorável em regulação, tributação e estrutura de custos. No slide apresentado, a mensagem é sintetizada na ideia de que o “potencial de crescimento permanece significativo”.
Quando esse retrato é analisado junto do outro gráfico apresentado por Peter Cerdá, a linha de argumentação da IATA fica mais coesa: além de apontar que a região arca com impostos e encargos elevados sobre as passagens, a entidade também sustenta que a América Latina ainda voa pouco por habitante. A leitura combinada dos dois pontos fortalece a tese de que reduzir custos e distorções tributárias pode ser um caminho para ampliar a conectividade aérea e incentivar o mercado.
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