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Azul Linhas Aéreas: CEO John Rodgerson admite novos cortes na malha com preço do combustível

Homem de terno falando ao celular em aeroporto com avião Azul e mapas em mesa e parede ao fundo.

Ajustes na malha da Azul por causa do querosene

RIO DE JANEIRO – A Azul Linhas Aéreas deverá fazer novas mudanças na sua malha para se adequar ao cenário atual de preços dos combustíveis, conforme reconheceu o seu CEO.

Declarações do CEO John Rodgerson durante a Assembleia da IATA

Em entrevista à Reuters, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da IATA, o CEO da companhia brasileira, John Rodgerson, afirmou que a Azul deve reduzir, em breve, a quantidade de voos, considerando o patamar do querosene de aviação utilizado para abastecer toda a frota.

Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensávamos que a guerra teria acabado por agora. Mas está continuando, então temos que ver oportunidades para cortar algumas frequências, para ter certeza de que apenas voaremos para onde faz sentido“, disse o executivo.

Exemplo em Curitiba e foco em reduzir frequências

Como ilustração, Rodgerson citou Curitiba: “Voamos para lá seis vezes por dia, mas com estes preços do combustível, devemos voar quatro vezes. Ainda não retiramos cidades da nossa malha, mas isto sempre está na mesa. Sempre começamos com cortes nas frequências e redução na utilização diária das aeronaves. Você não quer voar 13 ou 14 horas por dia com um avião quando o preço do querosene está o dobro“.

Apesar de mencionar a capital paranaense, o CEO não especificou quais rotas deverão ser impactadas nos próximos ajustes. A Azul também projeta combustíveis em níveis mais altos até o fim deste trimestre, com efeitos que ainda devem ser percebidos no terceiro e no quarto trimestres.

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