O foguete lunar de LEGO inspirado no universo de Tintim participou de um voo parabólico organizado pela Agência Espacial Europeia (ESA).
No começo dos anos 1950, em Objetivo: a Lua e Caminhamos na Lua, Hergé levou Tintim ao espaço - quase duas décadas antes de Neil Armstrong e nove anos antes dos soviéticos. A X-FLR 6, com seu inconfundível padrão quadriculado vermelho e branco, já encantava engenheiros da área espacial muito antes de os primeiros foguetes saírem do papel e chegarem aos lançamentos reais.
O foguete lunar LEGO do Tintim: um tributo em 1.283 peças
Como uma espécie de homenagem, a LEGO lançou em 1º de abril o foguete lunar do herói do topete. O conjunto é formado por 1.283 peças LEGO e traz seis minifiguras - incluindo Tintim, o Capitão Haddock, o Professor Girassol e os detetives Dupont e Dupond - além do inseparável Milu.
Quem acompanha o jovem repórter já tinha motivos de sobra para comemorar esse lançamento inesperado, mas a história não parou aí. Há poucos dias, o foguete LEGO do Tintim entrou em cena num voo parabólico especial promovido pela ESA. Um acontecimento bem curioso, que mostra como o marketing também pode render algo positivo - e até realizar o sonho que alguns fãs carregam desde a infância.
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A organização internacional informa que o modelo ficou em condições de ausência de peso ao longo de 31 parábolas. A cientista belga Angelique van Ombergen, Chief Exploration Scientist da ESA, que estava a bordo, destacou:
"O que Hergé desenhou há 72 anos em Objetivo: a Lua inspirou gerações inteiras a pensar maior. Como cientista na área espacial, eu também quero compartilhar essa ambição."
Annemarie de Munnik, diretora de marketing da LEGO Benelux, também celebrou a parceria entre brincadeira e ciência: "Tudo começa com a imaginação. As pessoas constroem o próprio universo... e, antes mesmo de perceberem, lá estão elas em ausência de peso acima da Terra".
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Como funciona o voo parabólico da ESA
Em detalhes, o voo parabólico da ESA decolou do aeroporto de Bordeaux–Mérignac. A LEGO explicou em comunicado:
"Cada parábola corresponde a uma fase de queda livre controlada: o piloto reduz temporariamente a potência. Cada uma dessas mudanças de velocidade permite simular a microgravidade por cerca de vinte segundos. Durante essas fases, objetos e passageiros flutuam livremente, reproduzindo as condições do espaço."
Na prática, esse tipo de ensaio tem grande valor científico, como reforça Angelique van Ombergen: "Os voos parabólicos nos permitem entender o comportamento dos experimentos em condições espaciais. Eles oferecem um ambiente único para testar, ajustar e preparar as missões futuras".
Para ir além, vale reler nosso artigo que relembra as vezes em que a imaginação de Hergé se adiantou à realidade.
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