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Jeep Grand Cherokee turbodiesel 3.1 no Reino Unido

Jeep chegou, viu e venceu. Foi a jantares de premiação e voltou de lá com troféus. Em linhas gerais, essa tem sido a trajetória da marca no Reino Unido - um caso impressionante de aceitação num mercado em que o comprador britânico, cético por natureza e com uma desconfiança quase “de fábrica” (e em grande parte justificável) de tudo o que é automóvel americano, acabou conquistado pelos utilitários Cherokee e Grand Cherokee.

A imagem ajudou, assim como o marketing. Só que o produto também entregava: preço competitivo, bom pacote de equipamentos, capacidade fora de estrada tão boa quanto a de rivais japoneses e europeus e, no asfalto, desempenho melhor do que o da maioria. Resultado: Cherokee e Grand Cherokee dominaram comparativos em grupo. A crítica recorrente era outra - pouco espaço interno, o que soa curioso em veículos pensados para transportar norte-americanos mais “folgados”.

Jeep no Reino Unido e o efeito Cherokee/Grand Cherokee

Quando o novo Grand Cherokee desembarcou no Reino Unido na Páscoa, ele simplesmente continuou do ponto em que o anterior tinha parado: venceu um Land Rover Discovery e um Mercedes-Benz M-class num comparativo em grupo da TG. No entanto, havia uma arma faltando no arsenal: motor a diesel - e, para um grande off-roader, isso pesa.

Grand Cherokee turbodiesel 3.1: números, força e reboque

Essa lacuna acabou de ser preenchida com a chegada de um 3.1-litre, five-cylinder turbodiesel. O motor é fabricado pela italiana VM Motori e entrega 138bhp. À primeira vista, a potência não impressiona, e o 0-60mph em 13.5seconds também não parece nada extraordinário. Só que o que interessa aqui é o torque - aquilo que realmente torna um motor bom para puxar peso. Com 283lb ft, ele gera quase tanto quanto o 4.7-litre V8. Na prática, dá para rebocar até 3,500kg - um trailer enorme ou dois porcos fortemente “melhorados” por genética.

Na prática: câmbio, consumo e o grande problema do diesel

E como é o novo Grand Cherokee turbodiesel? Bem, a menos que o pessoal da Chrysler esteja a fim de algumas cervejas e de uma boa noitada, é melhor não comprar ingresso para o jantar anual do prêmio de motor diesel silencioso. Ou, para parar de rodeios: o novo diesel é um tanto barulhento.

Para ser justo, os Grand Cherokee avaliados eram unidades de pré-produção - ainda que seja difícil imaginar esse escândalo diminuindo de verdade. Em velocidade de cruzeiro, o problema não fica evidente. Mas basta afundar o pé: a resposta do câmbio automático é correta, só que a do motor não acompanha. O som fica agressivo a ponto de incomodar.

Tudo bem, quem compra um off-roader a diesel já sabe que vai conviver com algum nível de ruído. Só que, num cenário em que a Jeep acostumou a superar a concorrência, desta vez ela fica muito atrás. A arquirrival Land Rover acerta bem mais com seu ainda relativamente novo five-cylinder turbodiesel, o TD5: é mais silencioso, mais refinado e também mais econômico. Mesmo com potência semelhante e menos torque, o Discovery faz 30.1mpg no ciclo combinado oficial; o Grand Cherokee fica em modestos 24.1mpg.

Entre uma parada e outra para abastecer, ele roda com conforto e, embora a direção seja um pouco “borrachuda”, se comporta de forma organizada no asfalto. E vem com um pacote capaz de deixar qualquer dono de Land Rover verde de inveja (tão verde quanto as próprias galochas): ar-condicionado, rodas de liga leve, couro e CD player são itens de série. Também é padrão a garantia de three-year/60,000-mile. No fim, o que falta mesmo é paz e silêncio.

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