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Lituânia pode ser o terceiro país europeu a liberar o Full Self-Driving (FSD) da Tesla

Carro elétrico branco Tesla Model 3 estacionado em showroom com vidro e prédios ao fundo.

Depois de Países Baixos e Bélgica, a Lituânia tende a se tornar o terceiro país da Europa a abrir caminho para o Full Self-Driving (FSD) da Tesla.

Atualização em 20 de maio de 2026, às 14h55: a Tesla informou que agora está trabalhando com a Lituânia para levar seu sistema FSD (Full Self-Driving) à Europa. No mês passado, veio a aprovação nos Países Baixos, o primeiro país; em seguida, as conversas passaram a ocorrer de forma oficial na Bélgica.

Elon Musk avança passo a passo. Na Bélgica, a região de Flandres acabou de autorizar a Tesla a realizar testes do seu Full Self-Driving (FSD), segundo anunciou nesta quarta-feira, 13 de maio, o gabinete da ministra regional Annick De Ridder. Os testes podem começar ainda nesta semana, mas, por enquanto, apenas um veículo está incluído, de acordo com a Reuters.

Esse carro deverá rodar cerca de 5.000 quilômetros para verificar possíveis diferenças entre a infraestrutura viária belga e a dos Países Baixos, onde o FSD já é permitido. “Se os resultados forem positivos, será possível trabalhar rapidamente em uma homologação europeia provisória”, escreveu Annick De Ridder em uma publicação no X.

Vale destacar que uma autorização concedida por Flandres tem validade em todo o território belga, o que dá à medida um alcance nacional imediato.

O que é o FSD?

Embora a sigla signifique literalmente “condução totalmente autônoma”, o termo pode levar a interpretações erradas - e já rendeu à Tesla condenações nos Estados Unidos por publicidade enganosa. Isso porque, na prática, não se trata de um carro que dirige sozinho. Pelo menos por enquanto.

O FSD é um software que permite ao veículo automatizar aceleração, frenagem e direção em determinadas condições de tráfego. Ainda assim, o motorista precisa permanecer atento o tempo todo, com as mãos ao alcance do volante e pronto para retomar o controle. É o que especialistas descrevem como condução semiautônoma, ou autonomia de nível 2+.

Disponível nos Estados Unidos há alguns anos, o sistema passou por mais de 1,6 milhão de quilômetros de testes na Europa antes de receber as primeiras permissões no continente.

Uma conquista de longo prazo

Em abril passado, os Países Baixos abriram a trilha, tornando-se o primeiro país da União Europeia a aprovar oficialmente o FSD em suas estradas. Foi justamente esse precedente que levou Flandres, por proximidade geográfica e cultural com o país vizinho, a acelerar o processo.

Mas, no cenário europeu, ainda está longe de ser uma vitória garantida. Votações decisivas são esperadas em julho e outubro, e diversos reguladores têm ressalvas relevantes. Países nórdicos, por exemplo, questionam se o sistema consegue operar com segurança em vias cobertas de gelo e também levantam dúvidas sobre a presença de animais selvagens, como alces.

Do lado de Elon Musk, o tom é de confiança em uma aprovação rápida em escala continental. Falta, porém, convencer reguladores que preferem avançar com cautela.

Nossa análise

No plano simbólico, o aval belga tem peso. Depois dos Países Baixos, a Bélgica se torna o segundo país europeu a permitir o FSD da Tesla em suas estradas - e em um intervalo curto. Essa aceleração pode influenciar as próximas discussões regulatórias no âmbito da UE.

Cada sinal verde dado em nível nacional fortalece a posição da Tesla diante de reguladores ainda indecisos e aproxima o FSD de uma homologação em todo o continente.

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