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Mini Cooper S Works da John Cooper Garages: 40 anos do Mini em alta rotação

Correndo pela estrada com faróis de rali

Na outra noite, eu estava completamente embalado. Tenho a certeza de que ia, sei lá, a pelo menos uns 241 km/h. Pelo para-brisa minúsculo, as “asas” do carro saltavam para cima e para baixo enquanto as rodas quicavam no asfalto, perseguindo poças de luz amarela lançadas pelos faróis auxiliares de rali. O motor preparado para corrida berrava ao despejar cada um dos seus valentes cavalos, e nós seguíamos em frente rumo a velocidades cada vez mais fantasiosas.

Só que a fantasia era estragada, aqui e ali, por um Mondeo ou um Vectra mais “comportado” passando tranquilamente, com o motorista distraído no meio de uma cutucada no nariz. Ainda assim, nada conseguia tirar o prazer de guiar a mais recente criação da John Cooper Garages: o Mini Cooper S Works, feito para comemorar 40 anos do Mini e o 40º aniversário de a equipe Cooper ter vencido o campeonato mundial de F1.

Mini Cooper S Works: motor A-series retrabalhado e números

Para começar a festa com estrondo, aquele antigo quatro-cilindros A-series foi retrabalhado pela enésima vez e agora entrega 40% mais potência. Estamos falando de 90bhp, com 96,6 km/h alcançados em intensos 9,6s. Talvez isso não soe tão impressionante no papel, mas acredite: parece bem rápido, especialmente em estradinhas estreitas do interior.

O grande encanto está no som - um zumbido áspero e ansioso que, para muita gente, traz de volta lembranças de carteira de motorista recém-tirada e dos primeiros acidentes. Já o câmbio manual de quatro marchas dá a sensação de que pouco evoluiu nos últimos 40 anos. Dá para esticar as trocas para cima com bastante rapidez, mas reduzir exige mais paciência e delicadeza.

O S Works básico testado aqui já sai por £12,495, mas existe também uma versão de cinco marchas por £14,150. E aí aparece um dos maiores problemas dessa história do Mini moderno: o preço. Até um Rover Mini Cooper “comum” custa £9,625.

Acabamento e detalhes “John Cooper”

Apesar disso, é difícil negar que este John Cooper S Works vem bem mais completo do que o modelo padrão. A diferença mais marcante por dentro é o painel e os acabamentos das portas em aço inoxidável, mas há uma infinidade de outros detalhes - internos e externos - com autógrafos “John Cooper” suficientes para deixar bem satisfeita qualquer papelaria da região. E ainda tem um CD player.

Na estrada: agilidade, limites e um susto na autoestrada

Com o CD tocando alto e a estrada livre, é muito difícil não se apaixonar pelo Cooper. O jeito como ele aponta para dentro da curva e a rapidez com que muda de direção são espantosos. Nesse quesito, ele ainda consegue envergonhar muitos carros modernos.

O amor começa a esfriar só quando você tenta enfiar a compra de uma semana no porta-malas minúsculo ou quando o corpo começa a reclamar da posição ao volante.

O problema é que eu me esqueci de tudo isso de novo assim que entrei na autoestrada e comecei a “corrida” para superar todas as corridas - eles nunca iriam me pegar vivo. Só que, para ser sincero, eu quase me borrei quando vi as luzes azuis da polícia piscando no retrovisor. Por sorte, eles estavam atrás de um Mondeo - eu não estava indo tão rápido quanto imaginava.

Angus Frazer

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