Lay-off na Coindu em Joane atinge 493 trabalhadores
A Coindu - Componentes para a Indústria Automóvel, sediada em Joane, no concelho de Famalicão, pretende colocar 493 trabalhadores em "lay-off". A empresa planeja avançar com a suspensão dos contratos de trabalho de maneira progressiva, gradual e ajustada às necessidades de produção.
A medida já havia sido utilizada no ano passado, quando a Coindu colocou 250 operários em "lay-off" e, no mesmo período, demitiu 123 funcionários.
Comunicação aos funcionários e prazos legais
A informação foi transmitida aos colaboradores ontem, segunda-feira, por meio da entrega, em mão, de uma carta. No documento, a indústria sustenta que o recurso ao "lay-off" é determinante para garantir a continuidade da empresa e preservar os empregos.
Os trabalhadores da unidade de Joane também foram avisados de que a intenção é iniciar o "lay-off" assim que a legislação permitir. "Constitui intenção da empresa proceder ao início da aplicação da medida prevista no presente procedimento uma vez decorrido o prazo mínimo previsto na lei", lê-se na carta.
Critérios de aplicação e setores abrangidos
Conforme o que foi comunicado aos trabalhadores, a suspensão do contrato será implementada de forma gradual, faseada, diferenciada e "rotativa em função da concreta redução de atividade verificada em cada setor da empresa e em seguimento de critério social de minimização do respetivo impacto individual". Na mesma comunicação entregue aos operários, a Coindu indica que essa medida pode não ser aplicada aos trabalhadores do setor corte-couro.
Segundo a empresa, a decisão busca assegurar a viabilidade do negócio. "A adoção do presente procedimento afigura-se essencial à viabilidade da empresa e manutenção dos respetivos postos de trabalho, constituindo estas as principais razões para a presente decisão", aponta o documento.
Histórico recente: demissões e fechamento em Arcos de Valdevez
No fim de 2024, a Coindu encerrou a unidade produtiva que mantinha em Arcos de Valdevez, o que deixou 350 trabalhadores desempregados.
O JN não conseguiu falar com nenhum responsável da empresa.
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