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Donald Trump pressiona Keir Starmer a explorar o petróleo do Mar do Norte e endurecer a imigração

Homem de terno observa plataforma de petróleo através de janela em escritório com documentos na mesa.

Recomendações de Donald Trump sobre energia e imigração

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, deveria ampliar a exploração de petróleo no Mar do Norte e adotar uma linha mais dura na política migratória como forma de aliviar as pressões para que deixe o cargo.

Ao ser questionado por jornalistas sobre a turbulência política enfrentada por Starmer após a derrota expressiva do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais da semana passada, o republicano afirmou: "O meu conselho para ele sempre foi: Explore o petróleo do Mar do Norte. Tem um dos maiores campos petrolíferos do mundo e não está a utilizá-lo. Explore o seu petróleo e endureça as políticas de imigração".

Trump reforçou que já havia recomendado anteriormente ao premiê britânico que aumentasse a produção do Mar do Norte para reduzir os efeitos da crise energética ligada ao conflito com o Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa 20% do petróleo mundial.

Segundo o presidente norte-americano, o tema energético deveria ser prioridade para Starmer. "O seu país, e a Europa como um todo, estão a sofrer danos tremendos com a imigração que está a chegar de todos os lados. Isso depende deles agora. Mas eu disse-lhe desde o primeiro dia: precisa de se concentrar na energia", reiterou.

Petróleo e gás no Mar do Norte: política britânica e críticas às eólicas

O governo do Reino Unido, como parte da agenda de incentivo à transição para energia limpa, proibiu a concessão de novas licenças para exploração de petróleo e gás no Mar do Norte.

Trump criticou essa estratégia ao mencionar a expansão de parques eólicos, direcionando a crítica ao primeiro-ministro: "Está a destruir o seu país com turbinas eólicas".

Desde o início do conflito com o Irã - marcado pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro - o líder norte-americano tem adotado um tom duro contra Starmer, em especial pela recusa do trabalhista em se envolver militarmente na guerra e em atuar para desbloquear o Estreito de Ormuz.

Pressão interna no Labour: pedidos de renúncia e regra para disputa interna

Após os resultados negativos das eleições locais e regionais de 07 de maio, quando o Labour perdeu mais de 1.500 vereadores e também a maioria no parlamento galês, mais de 80 deputados, de um total de 403, passaram a defender publicamente a saída do líder do partido.

Nesse mesmo contexto, seis subsecretários de Estado e três secretárias de Estado também deixaram seus cargos, igualmente exigindo uma mudança na liderança.

Apesar das pressões, o primeiro-ministro voltou a afirmar que não pretende renunciar ao posto para o qual foi eleito em 2024 por um mandato de cinco anos, e desafiou eventuais adversários a iniciarem uma eleição interna.

Pelas regras do partido, para que uma disputa interna seja aberta, candidatos em potencial precisam reunir o apoio de um quinto da bancada trabalhista na Câmara dos Comuns - número que hoje corresponde a 81 deputados.

Apoios e divisões no governo e na bancada

Nesta terça-feira, mais de 100 parlamentares trabalhistas assinaram uma declaração em apoio ao primeiro-ministro, evidenciando a fragmentação da bancada entre os que defendem sua permanência, os críticos que falam em uma saída gradual e os opositores que pedem uma troca imediata no comando.

Entre os integrantes do governo que saíram em defesa de Starmer estão a ministra dos Transportes, Heidi Alexander, o ministro da Defesa, John Healey, e o ministro encarregado do Trabalho, Pat McFadden.

Outros membros do gabinete preferiram não se comprometer, como as ministras do Interior, Shabana Mahmood, e dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, além do ministro do Meio Ambiente, Ed Miliband, que, de acordo com o jornal The Times, estaria tentando convencer Starmer a anunciar um plano de saída.

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