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Obras de recuperação nas antigas minas de volfrâmio do Portelo, em Bragança, previstas para julho ou agosto

Engenheiro de segurança observa obra perto de rio com retroescavadeira em área montanhosa.

Minas do Portelo: cronograma e exigências ambientais

O início das obras de recuperação das antigas minas de volfrâmio do Portelo, na localidade de França, no município de Bragança, deve ocorrer entre julho e agosto. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o calendário leva em conta "considerando a sua especificidade técnica, a qual exige que a execução decorra maioritariamente em período seco, bem como à necessidade de compatibilização com a época de reprodução do alce de Montesinho".

EDM e a primeira etapa do projeto

A Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) conduz o processo e, neste momento, está abrindo um procedimento de concorrência para a primeira etapa do projeto de recuperação ambiental abrangente da antiga área mineira de Montesinho, também referida como Minas do Portelo.

Intervenções na ribeira do Vale da Ossa e nos rios Pepim e Sabor

Conforme o ministério, esta fase inclui medidas relevantes voltadas aos cursos d’água da região. Entre elas estão a remoção, a estabilização e o confinamento de solos instáveis provenientes das escombreiras nas margens da ribeira do Vale da Ossa, que hoje representam um risco elevado de contaminação e de assoreamento.

Atrasos na resolução

O PCP recebeu as informações do ministério e, na Assembleia da República, seus deputados questionaram a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sobre a demora para encaminhar a solução.

A assessoria da ministra respondeu que a programação do investimento para a recuperação das antigas minas do Portelo, em Bragança, "se encaixa no prazo de execução do Programa Regional do Norte (PT2030)", que cofinancia a iniciativa. A EDM, na condição de concessionária responsável por remediar áreas mineiras abandonadas no país, assegura a execução do projeto.

Chuva limpa materiais inertes

Os materiais inertes deixados nas minas acabam sendo arrastados pela chuva, contribuindo para o assoreamento dos rios Pepim e Sabor. "Estas intervenções contribuirão para a melhoria das condições dos cursos de água a jusante, incluindo o rio Sabor, ao reduzirem o transporte de sedimentos e mitigarem os processos de degradação ambiental", afirmou o gabinete de Maria da Graça Carvalho.

Em paralelo, segue uma articulação próxima entre os órgãos com atuação no território - em especial a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas - para viabilizar intervenções de reabilitação dos leitos e das margens de ribeiras.

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