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NordVPN: do VPN à suíte de cibersegurança completa com antivírus de nova geração

Homem sentado em mesa usando laptop e celular com símbolos digitais de segurança na tela.

O Presse-citron conversou com Domininkas Virbickas, diretor de produto da NordVPN, que detalhou como a empresa pretende ir além do rótulo de VPN e se posicionar como uma suíte de cibersegurança completa.

O diagnóstico cabe em um número. De acordo com dados compartilhados por Domininkas Virbickas, hoje entre 70 e 80% dos ataques sofridos por quem usa a internet já não têm relação direta com um arquivo infectado. “Não são malwares; são ataques que acontecem online”, resume ele. Lojas falsas, links de phishing disfarçados, golpes afetivos, ligações fraudulentas e roubo de tokens de sessão: a ameaça saiu do disco rígido, enquanto muitos antivírus tradicionais continuam “protegendo” uma porta que os criminosos simplesmente deixaram de usar.

NordVPN e a virada para uma suíte de cibersegurança: “conectar, proteger, monitorar”

É justamente esse descompasso que a NordVPN quer corrigir ao lançar seu antivírus de nova geração, mostrado em primeira mão para nossa redação e disponibilizado na atualização mais recente do aplicativo nesta quarta-feira, 28 de maio.

O objetivo vai além de adicionar mais um recurso. A marca, líder global em VPN e fundada na Lituânia em 2012, diz que passa a se definir como uma solução de segurança digital tudo-em-um - não mais como “apenas” um VPN. Trata-se de uma mudança de posicionamento que, segundo a empresa, não é um golpe de marketing pontual: ela se apoia em três pilares que o editor sintetiza em uma expressão: “conectar, proteger, monitorar”.

No pilar “conectar”, está o VPN de sempre, ainda presente e ainda líder. Já “proteger” se refere ao antivírus de nova geração, que herda a base do Proteção Antiamenças Pro, mas abandona o nome anterior por ser considerado vago demais. Onde um antivírus tradicional costuma agir somente depois que um arquivo malicioso já foi parar no dispositivo, a NordVPN afirma querer barrar o problema na origem: reconhecer uma loja falsa, bloquear um site de golpe, neutralizar um link de phishing e impedir que um malware embutido em um download seja executado.

Um antivírus proativo

A empresa assume a lógica: muitas vezes, o arquivo contaminado é só a etapa final de um ataque preparado com antecedência, e depender apenas da varredura tradicional tende a significar reagir tarde demais. Na prática, a ferramenta reúne anti-malware, anti-phishing, anti-rastreamento, filtro anti-golpe e filtragem de chamadas fraudulentas, com funcionamento apoiado por vários modelos de inteligência artificial.

A proposta é de proteção em tempo real: o alerta deveria aparecer antes mesmo de a pessoa ter tempo de inserir uma senha ou compartilhar um dado sensível. E, para quem ainda se sente mais seguro com o antivírus “do jeito antigo”, um scan completo do sistema pode ser incluído nos próximos meses, segundo Domininkas.

A escolha do rótulo “nova geração” (next-gen) também é intencional. O termo, comum no vocabulário de cibersegurança corporativa, aponta para uma detecção baseada em comportamento e em machine learning, em vez de depender apenas de assinaturas. Mais do que isso, ele marca uma estratégia de diferenciação. “Não queremos competir com antivírus completos na proteção contra malwares antigos”, explica Domininkas Virbickas. “Queremos competir em phishing, golpes e lojas falsas, onde acreditamos que estão as maiores ameaças.”

Monitorar: detecção proativa além do VPN

O terceiro pilar, “monitorar”, é provavelmente o que mais afasta a NordVPN de seu DNA original. Nele, a empresa reúne ferramentas voltadas à detecção proativa.

A começar pelo Digital Footprint, que usa inteligência de fontes abertas (OSINT) para exibir ao usuário quais informações pessoais - como endereço de e-mail, número de telefone e apelidos - estão circulando livremente na web (e não apenas na dark web) e que podem ser úteis a um criminoso na fase de reconhecimento.

Há também um monitoramento bancário, pensado para identificar transações suspeitas e tentativas de fraude, permitindo que o usuário procure seu banco o quanto antes. Soma-se a isso uma tecnologia patenteada de proteção de cookies de sessão, voltada a um ponto cego cada vez mais relevante: o sequestro de tokens de autenticação. “As ameaças que assustam as pessoas buscam credenciais de login. Trata-se de assumir o controle de algo que nem está no seu PC”, destaca o diretor de produto.

Ainda assim, existe um limite que a empresa afirma não querer ultrapassar - reflexo de sua cultura de VPN: privacidade. Segundo a NordVPN, os dados coletados por esses mecanismos de proteção servem somente para medir a eficácia dos modelos de detecção, e nunca para traçar perfis de usuários. Domininkas Virbickas resume a diretriz assim: “medir sistemas, não pessoas”.

Planos e preços: nova grade com a assinatura Standard

Para sustentar essa mudança, a NordVPN reformula sua tabela de preços e passa a oferecer uma quarta modalidade, chamada Standard. O plano de entrada, Básico, permanece restrito ao VPN, a partir de 2,99 euros por mês - e 2,56 euros por mês com o código PRESSECITRON. O Standard (VPN + antivírus) começa em 3,19 euros. O plano Plus adiciona o gerenciador de senhas, a partir de 3,49 euros. Já o pacote Ultime, a partir de 6,19 euros por mês, completa o conjunto com armazenamento em nuvem e seguro contra ciber-riscos.

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