+ ADICIONAR ZONA MILITAR EM
Por que nos adicionar? Receba as últimas notícias da Zona Militar no seu feed do Google.
ENTRE NO CANAL DO WHATSAPP
Participe do nosso canal oficial no WhatsApp e receba as notícias em tempo real.
Nas últimas horas, surgiu a informação de que a Arábia Saudita e os Estados Unidos estariam perto de concluir um acordo para a aquisição dos caças de quinta geração F-35 Lightning II. A negociação pode representar um dos acontecimentos mais importantes dos últimos anos para a aviação militar no Oriente Médio. Segundo fontes ligadas ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono avalia neste momento o pedido formal apresentado por Riad, que prevê a compra de pelo menos 48 aeronaves fabricadas pela Lockheed Martin para a Real Força Aérea da Arábia Saudita (RSAF).
👉 Leia também: Pequim respondeu ao Livro Branco do Japão e criticou seus alertas sobre as Forças Armadas da China
A análise dos Estados Unidos sobre a venda de F-35 à Arábia Saudita
A possível operação, estimada em vários bilhões de dólares, está sendo analisada pelas autoridades americanas e ainda exigirá aprovações adicionais em nível de gabinete, a assinatura do presidente Donald Trump e a notificação formal ao Congresso antes de poder ser efetivada. Ainda assim, autoridades próximas ao governo dos Estados Unidos confirmaram que as tratativas com a Arábia Saudita estão em estágio avançado e que a proposta integra uma agenda bilateral mais ampla de cooperação em defesa.
📌 Você pode se interessar por:
- Por US$ 1,3 bilhão, a Pratt & Whitney fornecerá suporte aos motores F135 dos caças F-35 dos Estados Unidos e países aliados
- A produção da nova bomba planadora da USAF, com alcance superior a 550 quilômetros, recebe sinal verde
Fontes próximas ao governo Trump também confirmaram que o pedido saudita já ultrapassou uma etapa fundamental de avaliação técnica e segurança interna no Pentágono, o que representa um avanço relevante no processo. Caso seja concretizada, a operação será a primeira autorização efetiva para vender o F-35 a um país árabe, rompendo um precedente mantido por quase uma década em torno da preservação da “vantagem militar qualitativa” (QME, na sigla em inglês) de Israel no Oriente Médio. A mudança indicaria uma nova posição de Washington quanto à política de exportação de sistemas de quinta geração, em meio a um reajuste estratégico regional.
Modernização da Real Força Aérea da Arábia Saudita
Vale lembrar que o governo Biden havia analisado anteriormente a possibilidade de oferecer caças F-35 à Arábia Saudita como parte de um acordo mais abrangente, que incluiria a normalização das relações diplomáticas entre Riad e Israel. No entanto, essas negociações não avançaram e permaneceram suspensas até a recente alteração de abordagem do governo Trump, que aparentemente retomou a iniciativa.
O interesse saudita em obter o F-35 não é recente. Desde o início deste ano, o reino vem manifestando a intenção de modernizar sua Real Força Aérea (RSAF), tanto para ampliar suas capacidades diante das crescentes tensões regionais quanto, sobretudo, para substituir parte das aeronaves que integram sua frota. Atualmente, o inventário é composto por caças F-15SA e F-15E, Eurofighter Typhoon e Tornado IDS, aeronaves que constituíram a espinha dorsal do poder aéreo saudita nas últimas décadas.
Nesse cenário, está prevista a compra de dois esquadrões de caças F-35, medida inserida no renovado esforço de Riad para reforçar suas capacidades e sua doutrina aérea. A iniciativa ocorre em paralelo à política de Washington de aprofundar os vínculos estratégicos e de defesa com a Arábia Saudita. A visita do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman aos Estados Unidos nos próximos dias poderá ser a ocasião escolhida para formalizar os avanços nessa negociação.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário