A segunda semana de fevereiro começa com sinais mistos nas bombas, acompanhando movimentos em direções opostas no preço dos combustíveis.
O que muda na próxima semana no preço dos combustíveis
Para quem abastece veículos a diesel, a expectativa é de um pequeno alívio - ainda que bem discreto. De acordo com as projeções do setor, o diesel simples deve recuar cerca de 0,5 centavo por litro na próxima semana.
No sentido contrário, a gasolina simples 95 tende a encarecer, com uma alta estimada de 1 centavo por litro.
Se essas previsões se confirmarem, o preço médio do diesel simples passa para 1,581 €/l, enquanto a gasolina simples deve ficar em 1,674 €/l.
Como é calculado o preço médio (DGEG)
A estimativa do preço dos combustíveis é feita com base nos números divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os referentes à última quinta-feira, 5 de fevereiro.
Os valores apresentados pela DGEG já consideram tanto os descontos aplicados pelas distribuidoras quanto as medidas do Governo atualmente em vigor.
Mesmo assim, vale destacar que esses números não correspondem necessariamente ao que você verá nos postos. Eles são médias e servem como referência: os revendedores continuam livres para definir os preços de acordo com a própria estratégia.
As medidas do governo em vigor
Desde 2022, seguem valendo medidas do governo para reduzir o impacto da alta no preço dos combustíveis, atuando principalmente sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Ainda assim, essas medidas vêm sendo revertidas de forma gradual, também por determinação da União Europeia.
No fim de novembro, o valor unitário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi atualizado, passando a 497,52 euros por 1 00 litros na gasolina e 361,60 euros por 1000 litros de diesel.
Essa atualização equivale a um aumento de imposto por litro de cerca de 1,6 centavo na gasolina e de mais de 2,4 centavos no diesel.
Com essas mudanças, o “desconto fiscal” ficou menor e, apesar da queda que vem sendo observada no preço dos combustíveis, os portugueses não estão conseguindo aproveitar essa redução por completo.
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