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ACIGAIA reúne empresários gaienses da panificação para debater a fatura da água com a Águas de Gaia

Grupo de pessoas em reunião ao redor de mesa com cesta de pães, homem com avental segurando documento.

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Vila Nova de Gaia (ACIGAIA) vai sentar-se à mesa com empresários gaienses ligados ao setor da panificação para discutir as reclamações que, nos últimos meses, vêm surgindo em relação à fatura da água. A empresa Águas de Gaia também foi chamada para participar do encontro.

Queixas na panificação sobre saneamento e resíduos na fatura da água

O ponto central do descontentamento é o montante cobrado pelos serviços de saneamento e pelos resíduos sólidos urbanos que aparecem discriminados na conta. "A maior parte da água que os fabricantes de pão utilizam não vai para o saneamento porque quase 70% dessa água é consumida no fabrico de pão", explica Francisco Claro Oliveira, presidente da ACIGAIA.

Diante das preocupações apresentadas por várias empresas do ramo - que já se prolongam há algum tempo e que podem colocar em risco a sustentabilidade econômica e a viabilidade futura de muitos desses negócios - a associação decidiu convocar uma reunião ainda para hoje. O convite foi direcionado aos cerca de 150 fabricantes do município, com o objetivo de alinhar uma posição concreta a ser levada à Águas de Gaia.

Auditório de Mafamude

"Marcámos a reunião no sentido de pedir à Águas de Gaia que olhe para esse assunto com outros olhos, porque, efetivamente, os fabricantes pagam por mês mil euros da fatura da água, quando em água só consumiram 300 euros e o restante é referente ao saneamento e aos resíduos sólidos", afirma Francisco Claro Oliveira.

O encontro está agendado para esta terça-feira, às 20.30 horas, no Auditório do Centro Paroquial de Mafamude, ao lado da igreja local.

Definição de posição conjunta antes de avançar com medidas

Segundo o presidente da ACIGAIA, nenhuma decisão será tomada sem antes entender, de forma clara, o que os produtores querem encaminhar. "Nós não iremos tomar uma posição sem saber, efetivamente, o que é que os produtores pretendem. Nós limitámo-nos a reuni-los para conversarmos sobre o assunto e convidámos também a Águas de Gaia a estar presente", sublinha o presidente da ACIGAIA.

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