A próxima geração do BMW Série 5, a G60, só deve ser apresentada em 2023, mas os primeiros protótipos de desenvolvimento já foram “flagrados” em circulação - ou, mais exatamente, em um centro de testes da marca na Alemanha, como mostram estas fotos-espia.
Assim como acontecerá com o futuro Série 7, o novo Série 5 também dará origem a uma variante totalmente elétrica, batizada de i5. Já o restante da linha deverá combinar versões híbridas plug-in com opções a combustão tradicionais, nas quais a única eletrificação virá do acréscimo de um sistema mild-hybrid.
Ainda não há todos os detalhes sobre as diferentes configurações mecânicas do Série 5 G60, mas é razoável esperar que, no caso do i5 elétrico, elas possam coincidir com as soluções já anunciadas para o iX, o novo SUV/crossover elétrico de Munique.
i5, o Série 5 elétrico
O inédito BMW i5 - que aparece em várias destas fotos-espia - deverá enfrentar, principalmente, o futuro Mercedes-Benz EQE e o Audi A6 e-tron. E ele evidencia como o “trio alemão do costume” vem adotando estratégias diferentes para levar a mobilidade elétrica a esse segmento.
Mercedes-Benz e Audi, por exemplo, investem em plataformas dedicadas a veículos elétricos. No caso do futuro Mercedes-Benz EQE, essa escolha é assumida de “corpo e alma”, com um desenho que traz proporções novas (como as que já vimos no maior EQS). O A6 e-tron, por sua vez - antecipado por um concept apresentado no Salão de Xangai - puxa para um conjunto de proporções bem mais clássicas, quase como se ainda fosse um modelo com motor a combustão.
A BMW, porém, segue por outra rota: o futuro i5 e, por consequência, o Série 5 G60 deverão dividir a mesma arquitetura CLAR (já utilizada na geração atual G30), que permite acomodar diferentes tipos de motorização - desde as exclusivamente a combustão até as 100% elétricas, além de todas as soluções intermediárias.
Mais expressivo
Isso pode fazer com que o i5 seja, provavelmente, o mais conservador visualmente entre os três quando o assunto é estilo. A expectativa é que a diferenciação em relação aos demais Série 5 siga a mesma lógica vista entre o BMW i4 e o Série 4 Gran Coupe, concentrada no tratamento de certos elementos, como o “duplo rim”.
Ainda assim, acompanhando a direção adotada nos lançamentos mais recentes da BMW, é esperado que o Série 5 G60 tenha um exterior mais marcante e expressivo do que o Série 5 G30 atualmente à venda.
As fotos-espia revelam pouco por conta da camuflagem pesada dos protótipos, mas dá para perceber que o polêmico “duplo rim” tende a evoluir com ênfase horizontal - e não vertical, como no iX ou no Série 4. Já os faróis, apesar de “rasgados”, não deverão ser divididos em dois níveis, como já foi visto no futuro Série 7, no X8 e no X7 reestilizado.
O perfil do próximo Série 5 G60 também parece mais fluido do que o do modelo atual. Nota-se um terceiro volume menos destacado em relação ao habitáculo, aproximando a silhueta de um “dois volumes e meio” - embora seja importante lembrar que a camuflagem pode influenciar essa percepção.
Os outros Série 5 G60
Além do i5, que deve ser a principal novidade da próxima geração do Série 5, a gama deverá continuar a oferecer a versão Touring, a perua - ainda que não seja certo que isso implique uma i5 Touring. Já o tecnicamente aparentado Série 6 GT, por outro lado, tende a sair de cena. Hoje, sua presença é justificada pelos números interessantes que consegue em vendas na China, mas eles podem não ser suficientes para sustentar uma nova geração.
Mesmo com a eletrificação avançando em ritmo acelerado - o que tende a colocar as variantes híbridas plug-in como as mais relevantes da próxima geração -, a expectativa é que ainda existam alternativas a gasolina e diesel, apenas com o suporte de sistemas mild-hybrid.
Mais adiante no tempo, está o BMW M5, que também deverá adotar eletrificação no formato de um híbrido plug-in - embora persistam rumores de que o futuro M5 será 100% elétrico, algo que, por enquanto, ainda parece cedo demais. A estreia do BMW X8 M deve trazer mais clareza: ele deverá ser o primeiro BMW M eletrificado e pode indicar o que esperar, futuramente, dos demais modelos da “letra mais forte do mundo”.
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