Grupo Renault acelera a ofensiva de veículos elétricos
O Grupo Renault está empenhado em acelerar sua estratégia de veículos elétricos e confirmou que quer colocar na rua dez novos modelos 100% elétricos até 2025 - sete deles com o emblema Renault.
A meta faz parte do plano estratégico eWays, recém-anunciado por Luca de Meo, diretor executivo do Grupo Renault. O programa também contempla o desenvolvimento de baterias e de tecnologia para reduzir custos.
Durante o evento digital, Luca de Meo reforçou que a marca francesa quer ser “uma das mais, se não mesmo a mais verde da Europa”.
Clássicos da Renault em versão elétrica: 4Ever, Renault 5 e MéganE
Na mesma apresentação, a Renault exibiu pela primeira vez o 4Ever, um protótipo que antecipa um futuro carro elétrico e que deve funcionar como uma releitura moderna do icônico Renault 4.
E o resgate de nomes históricos não para por aí. A marca já adiantou que o Renault 5 também ganhará uma versão do século XXI e que o custo será cerca de 33% inferior ao do atual ZOE, dando “corpo” à proposta de democratizar a mobilidade elétrica.
Somando-se a esses dois projetos, há outro nome bem conhecido: MéganE. Construído sobre a plataforma CMF-EV (a mesma que servirá de base para o novo utilitário crossover elétrico da Nissan), o MéganE começa a ser produzido ainda em 2021 e chega ao mercado em 2022.
Plataformas nativas para elétricos
A ampliação do portfólio elétrico do Grupo Renault será sustentada por plataformas dedicadas a veículos elétricos, em especial as CMF-EV e CMF-BEV.
A primeira - CMF-EV - é voltada aos segmentos C e D e deverá responder por 700 000 unidades dentro da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi até 2025. Com autonomia de até 580 km (WLTP), essa base favorece uma distribuição ideal de peso, direção direta, baixo centro de gravidade e suspensão traseira multibraços.
Já a CMF-BEV foi pensada para modelos do segmento B, com preços mais “contidos”, e entrega até 400 km (WLTP) de autonomia elétrica.
Reduzir para metade o custo das baterias
Nos últimos dez anos, o Grupo Renault conseguiu cortar pela metade o custo das baterias e, agora, quer repetir essa mesma redução ao longo da próxima década.
Para viabilizar o objetivo, o Grupo Renault firmou uma parceria com a Envision AESC para desenvolver uma gigafábrica em Douai, na França, com capacidade de 9 GWh em 2024 e potencial para chegar a 24 GWh em 2030.
Além disso, o grupo francês assinou um memorando de entendimento para se tornar acionista da startup francesa Verkor, com participação superior a 20%. A ideia é construir a primeira gigafábrica de baterias de alto desempenho na França, com capacidade inicial de 10 GWh, que pode “crescer” até aos 20 GWh em 2030.
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