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Hennessey Project Deep Space: hiper-GT elétrico de seis rodas

Carro esportivo futurista prateado com design aerodinâmico e detalhes em azul e preto em estúdio.

O nome de batismo interno do mais novo e ousado projeto da Hennessey Performance é Project Deep Space: um hiper-GT elétrico que quer impressionar não só pelo desempenho e pelo porte, mas também por um detalhe fora do comum… seis rodas.

Vindo da mesma fabricante e preparadora norte-americana que mira o posto de carro mais rápido do mundo com o Venom F5 - um “monstro” V8 biturbo movido a hidrocarbonetos -, este novo conceito segue por um caminho bem diferente.

No Project Deep Space, a meta não é quebrar recordes de velocidade, mesmo com os números gigantes já revelados. Ele também não se encaixa no perfil de supercarro/hipercarro tradicional como o Venom F5 e, em vez de queimar combustível, é alimentado por elétrons.

Com proporções extremamente generosas - não deve ficar longe de 6 metros de comprimento, mais longo do que um Rolls-Royce Phantom -, a proposta é funcionar como um “jato particular” sobre rodas, envolvendo quatro ocupantes em níveis elevados de conforto e luxo.

À primeira vista, pode parecer uma mudança de foco em relação ao “músculo” que costuma sair da Hennessey. Ainda assim, com a promessa de mais de 2000 cv, dá para apostar que desempenho e força não vão faltar.

Seis rodas e seis motores

O que chama atenção de imediato no Project Deep Space é o total de rodas: seis. Tirando conversões de picapes - algumas feitas pela própria Hennessey Performance -, é raro ver veículos de passageiros com essa configuração. Um exemplo relativamente recente e conhecido é o Covini C6W, um supercarro apresentado em 2004.

Diferentemente desse modelo ou do Tyrrel P34, o carro de Fórmula 1 com seis rodas de 1976, o Project Deep Space posiciona dois dos seus três eixos na parte traseira. E há um motor elétrico em cada roda: portanto, são seis motores elétricos e tração nas seis rodas - a aderência deve ser excepcional.

John Hennessey, CEO da Hennessey, disse à Autocar que cada motor tem potencial para 400 hp (pouco mais de 400 cv), o que levaria a um total de mais de 2400 cv. Vale lembrar que, hoje, os carros de produção mais potentes do mundo são os elétricos Lotus Evija, com 2000 cv, e o Rimac Nevera e o Pininfarina Batista, com pouco mais de 1900 cv.

Não surpreende, portanto, que John Hennessey estime que o Project Deep Space possa assegurar o título de veículo com a aceleração mais rápida de 0 a 200 mph (322 km/h).

Por ser elétrico, ainda não há detalhes divulgados sobre a bateria, mas a meta declarada é atingir 1000 km de autonomia - e espaço é o que não deve faltar para acomodar um conjunto grande o suficiente para chegar a esse número.

VVIP

Outro ponto pouco comum no Project Deep Space é a cabine. O acesso ao interior será feito por portas com abertura do tipo “asa-de-gaivota” - que, segundo a proposta, serão as maiores já vistas - e lá dentro há quatro lugares em disposição “diamante”.

Em outras palavras: o banco do motorista fica no centro, com dois assentos ao lado, porém posicionados um pouco mais atrás, e um quarto lugar novamente central, alinhado com o do condutor.

Esse último assento promete ser o mais especial de todos - talvez perdendo apenas para o do motorista - e foi batizado de VVIP, sigla de “Very Very Important Person” (pessoa muito muito importante), um termo emprestado da aviação. Luxo será a palavra de ordem para esse posto privilegiado, mas ainda será preciso esperar para conhecer suas especificações.

A organização “diamante” do habitáculo também é apresentada como garantia de espaço “infinito” para as pernas de cada ocupante. E o tema do espaço volta a aparecer no porta-malas, que deve comportar quatro bolsas de golfe - uma por passageiro. As dimensões exageradas deste hiper-GT elétrico, portanto, servem para levar “de tudo”.

Quando chega?

O Project Deep Space ainda está em estágio inicial, e o produto final só deve aparecer por volta de 2024, com produção e entregas previstas apenas para 2026.

A Hennessey já informou que serão produzidas somente 105 unidades, cada uma com preço-base (sem impostos) de três milhões de dólares, o equivalente a 2,95 milhões de euros - e, ao menos por enquanto, a promessa é a de ser também o automóvel elétrico mais caro de todos os tempos.


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