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China ameaça retaliar tarifas da União Europeia com taxas sobre carros europeus a combustão acima de 2,5 l

Carro SUV preto de luxo exibido em showroom com grandes janelas e vista para cidade moderna.

China e União Europeia: possível retaliação nas tarifas

A China sinaliza que pode responder às tarifas impostas pela União Europeia (UE) sobre os carros elétricos produzidos e exportados pelo país com… tarifas aplicadas a automóveis europeus importados com motor a combustão e alta cilindrada (acima de 2,5 l).

Vale lembrar que, no começo deste mês, a China já havia apresentado uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC). Ainda assim, a reação do gigante asiático tende a ir além desse movimento e incluir tarifas adicionais de importação - e não só no setor automotivo.

A ideia de penalizar veículos com motores de grande cilindrada, porém, não é novidade. Quando as tarifas de importação foram anunciadas, a China já tinha indicado a possibilidade de impor taxas extras de até 25% à UE e aos Estados Unidos da América (EUA) sobre esse tipo de carro importado.

Alemanha é a mais prejudicada

A estratégia de escolher um “alvo” tão específico - motores acima de 2,5 l - serve justamente para “atacar onde mais dói”: a indústria automotiva alemã (considerada o motor industrial da Europa), em especial as montadoras premium.

De acordo com autoridades chinesas, no ano passado a Alemanha enviou para a China US$ 1,2 bilhão (cerca de € 1 bilhão) em automóveis equipados com motores de grande cilindrada.

Assim, uma elevação das tarifas para esses modelos tenderia a afetar diretamente as vendas de marcas alemãs como Mercedes-Benz, BMW, Audi e Porsche - para as quais o mercado chinês é uma fatia decisiva do volume total comercializado.

Tarifas mais suaves

Revisão das tarifas e o caso Tesla

Vale lembrar que, recentemente, a Comissão Europeia revisou para baixo as tarifas de importação sobre elétricos produzidos na China. A maior parte das alíquotas caiu algumas décimas, mas houve fabricantes - como a Tesla (o Model 3 é produzido na China) - que tiveram uma redução mais expressiva, com a taxa passando de 20,8% para 9%.

Mesmo assim, a UE segue determinada, enquanto a China tem tentado influenciar diferentes Estados-membros para que rejeitem as tarifas adicionais de importação sobre os elétricos “made in China”.

Como funciona a aprovação das tarifas na UE

Para que as tarifas provisórias virem oficiais, é necessário que, na votação final, haja maioria qualificada de 15 países membros - que representem 65% da população da UE.

No mês passado, foi realizada uma votação secreta entre os 27 Estados-membros, sem efeito jurídico vinculante, com o objetivo de medir a tendência do bloco. Apenas 12 votaram a favor, quatro votaram contra e os outros 11 se abstiveram. Entre as abstenções estiveram Alemanha, Finlândia e Suécia; já entre os votos favoráveis apareceram França, Itália e Espanha.

Fonte: Automotive News Europe


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