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Metas de recolha do Volta para 2026 caem para 40% em Portugal

Pessoa depositando garrafa plástica em máquina de reciclagem, com saco de compras reutilizável cheio de latas.

As metas de coleta do sistema Volta para 2026 foram revistas para baixo, passando a 40%, poucas semanas depois do início, em Portugal, do novo modelo de devolução de embalagens.

Como funciona o novo modelo de devolução de embalagens Volta

Implementado neste mês com 2500 máquinas automáticas e 48 quiosques distribuídos por 36 municípios, o chamado Sistema Integrado de Depósito e Reembolso (SDR) estabelece o reembolso de 10 centavos por cada garrafa plástica ou lata entregue. A iniciativa foi apresentada como uma mudança estrutural na gestão de resíduos e como um marco de modernização ambiental.

Metas de coleta para 2026 são revistas para 40%

A redução, noticiada nesta quarta-feira pelo "Público" - de 70% para os mencionados 40% - foi formalizada por meio de um aditivo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Direção-Geral de Economia (DGE). De acordo com o jornal, a medida foi recebida com ressalvas pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que afirma ser necessário esclarecer melhor as razões de fundo para esse recuo.

Conforme o texto do aditivo, a decisão também responde ao atraso na definição do modelo econômico. “O modelo de determinação dos valores de prestações financeiras foi entregue no final de janeiro de 2026 e não foi ainda aprovado”, o que impede haver garantias para “o desenvolvimento de acções que permitam o cumprimento dos objectivos de gestão estabelecidos para 2026”. Portugal chegou a ser anunciado como o primeiro país do sul da Europa a avançar com esse tipo de modelo, mas o arranque agora ocorre com metas mais modestas do que as inicialmente previstas.

Meta mais baixa é "projeção proporcional da meta anual"

Ainda assim, a SDR Portugal, entidade gestora do sistema, afirmou ao Expresso que a revisão não implica, necessariamente, o abandono das metas europeias no médio prazo, mas sim um ajuste do calendário nacional às condições reais. Segundo a entidade, o aditivo é "apenas relativo à meta de recolha para 2026" e "não altera os pressupostos iniciais do sistema de depósito e reembolso", que prevê "uma taxa de recolha de 90% de embalagens de bebidas de uso único (garrafas e latas de plástico, metal ou alumínio) inferiores a três litros".

A SDR sustenta que a chegada a esse patamar ocorrerá de forma faseada, “como previsto”: 80% em 2027; 85% em 2028; até atingir 90% em 2029. Assim, a alteração da meta (de 70% para 40% até 31 de dezembro de 2026) se aplica apenas a 2026, tendo em conta "o faseamento real da implementação do sistema". A operação começou em 10 de abril e há um período de transição até 9 de agosto. Esses quatro meses são considerados decisivos "para o escoamento de embalagens pré-volta e para a estabilização de uma infraestrutura de dimensão nacional", que envolve mais de 90 mil operadores econômicos.

"Apenas a partir de 10 de agosto de 2026 estarão incluídas no sistema a totalidade das embalagens abrangidas. O valor de 40% corresponde, assim, a uma projeção proporcional da meta anual, ajustada ao período efetivo de funcionamento em regime completo", esclarece a SDR.

Notícia editada às 23h, com a resposta da SDR.

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